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do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

Honestidade, dizem elas!

Aborrece-me a quantidade de pessoas que se auto-denominam sinceras, frontais, verdadeiras...e cujo único defeito é a teimosia, ou essa mesma frontalidade. Está realmente recheado de pessoas extraordinárias, este mundo! Nem consigo perceber muito bem, com toda esta 'verdadeirice' que por aí anda, como é possível tanto diz-que-disse em tantos elementos da nossa vida.

Digo sempre aquilo que penso...quando quero.
Sou sincera todos os dias...com quem eu quero.
Digo sempre a verdade...quando julgo conveniente.

Quer parecer-me que toda esta sinceridade, frontalidade e verdade, tem vindo a ser confundida por alguns, com conflitualidade. Por mim, tudo bem! Aprecio uma boa discussão, um bom lavar de roupa suja, em praça pública. Em especial tratando-se de vidas alheias, e ainda mais se for gente com quem não simpatizo particularmente. Daí, até confundir esse desejo de enxovalhar uma pessoa de quem não gosto, por ter feito isto ou aquilo, que em nada influencia a minha vida, com frontalidade, ainda vai um longo caminho.
Ora vamos lá a ver as coisas, com pés e cabeça! Eu não gosto de ti. Estou na minha e tu estás na tua. Tiveste um atrito com uma terceira pessoa que me é perfeitamente indiferente, e com quem nunca troquei mais de meia dúzia de palavras. Mas eu não gosto mesmo de ti. Fervo quando te ponho a vista em cima e só me apetece atirar-te pedras. Só que eu não quero parecer a má da fita. Solução mais (i)lógica: Chego ao pé de ti (ou à tua beira, se estiver no Norte), com o meu ar superior, cheia de razão, e digo bem alto, para toda a gente ouvir: És uma pessoa detestável! Ninguém gosta de ti, e eu também não. O que fizeste à pessoa X, não se faz! Metes nojo! Não tens vergonha! E não sou só eu que digo isto. - Esta última frase é muito importante. Regra geral, estas pessoas que são o expoente máximo da frontalidade, por norma possuem uma segurança tal nas suas palavras, e insultos baratos, que têm sempre de frisar que a sua opinião é partilhada por toda a comunidade envolvente. Crêem, julgo eu, a esta altura, ter sido não só o expoente da 'verdadeirice', mas da coragem, por verbalizarem (aquela que pensam ser) a opinião do povo geral.

Faz sentido, com certeza, dentro das cabeças retorcidas que andam por aí.
Boas impressões, más impressões...se não é relevante para os vossos dias, deixem viver quem está!
E se sofrem de uma patologia que vos provoca a necessidade de humilhar/aborrecer/brincar/levar ao limite a gente que se cruza convosco, abracem essa patologia. Assumam-na como vossa. Não a tentem disfarçar de sinceridade, frontalidade, verdade... Façam-na sair do armário, qual homossexualidade escondida! - Ouvi dizer que o primeiro passo para a recuperação, é admitir que temos um problema.

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