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do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

...

Há pessoas a quem se deseja o que de melhor possa existir no mundo. Não são muitas, certamente.

Que digo eu? São praticamente nenhumas!

Somos, normalmente, demasiado egoístas e focados nos nossos próprios interesses ou sentimentos para podermos sequer desejar essa tal utópica felicidade. A alguém além de nós mesmos, pelo menos.

Não é por maldade. Não é por qualquer razão lógica ou real. Às vezes pode ser pelo simples motivo de essa pessoa, ou pessoas, nos ter despertado determinada sensação em determinado momento.

Rara, ou inexistente, é mesmo aquela pessoa que cruzou o nosso caminho, partilhou a nossa história, escreveu um parágrafo ou meia dúzia de páginas, perdeu-se no seu protagonismo, e continuou a despertar-nos boas sensações. É raro, tão raro, que praticamente impossível, gostar extraordinariamente de quem um dia gostámos de uma forma que fazia parar o coração.

Fica sempre um pontinho negro. Um espacinho a menos. Uma inabilidade, impedimento, constrangimento. Um amar menos um bocadinho, no futuro presente seguinte. O pontinho negro que impede, inconscientemente, o tal desejo de coisas boas e aquilo a que chamam de felicidade genuína, a quem o marcou.

Não. Não é por maldade. Mesmo quando não há culpa. Mesmo quando não há mágoa. Parece genético. Inato. Sobrepor um egoísmo protetor, desprovido de sentido, à felicidade de quem nos fez feliz.

 

Há pessoas a quem se deseja o que melhor possa existir no mundo.

Há uma pessoa a quem eu desejo o mundo.

 

Há anos, muitos anos, tantos muitos quanto pode haver em menos que menos de 26, que tenho um amigo. Conheci-o de olhos tristes, quase sempre tristes. Conheci-lhe amores, e sobretudo, desamores. Conheci-lhe um pedaço de coração. Olhos tristes. Quase sempre tristes. Talvez não fossem os meus tão felizes, de igual forma. Fomos amigos, confidentes e, culpa das fragilidades da vida, muito mais que tudo isso. Ou culpa da idade e hormonas da adolescência.

Foi muito mais que tudo o resto, já adultos. Ou legalmente adultos!

Olhos tristes, quase sempre tristes. Que eu vi sorrir há anos. Que eu vi sorrir durante aqueles anos.

O sorriso não era nosso. Mas foi.

 

Há uma pessoa a quem eu desejo o mundo. Tudo o que possa significar o seu mundo. Uma pessoa que afasta o meu egoísmo protetor natural, relegando o protagonismo do Eu para um plano que não supera a edição da cena, e releva um sentimento bom que não conheço de mim.

Coisas boas. Toda a simplicidade insignificantemente significativa de ‘coisas boas’. Tanto e tudo isso. Nada mais.

Olhos tristes? Não os vejo mais e isso alegra os meus. Genuinamente. Não os quero ver mais. Quero vê-los sempre assim. A sorrir. Ternurentos. Em paz, finalmente.

E eu sorrio. Sorrio com a vontade do maior sorriso que já sorri! Por entre a piroseira que me vem à cabeça, e que é simplesmente, o meu coração cheio de felicidade.

 

Afortunada. Afortunada que sou porque os olhos que já não são tristes, me permitem conhecer o altruísmo e acreditar que posso ser uma pessoa melhor.

Afortunados os teus olhos tristes, que por saberem o triste, buscarão incessantemente a tua eterna felicidade.

 

Afortunada eu. Pela tua inspiração, meu amigo. Como eu gosto de ver-te feliz!

O Castelo

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