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do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

Dizem as notícias #3

Hoje vou destacar duas notícias que poderão, ou não, ser perturbadoras.

 

No meio do sem-fim de aplicações que surgem todos os dias para I-phones e smartphones em geral, surge-nos a notícia de uma, desenvolvida na Islândia, cujo objectivo é nada menos que: (Será que estão preparados para isto?)

Evitar relacionamentos amorosos entre familiares! - Isto mesmo! Segundo parece lá na Islândia há alguma dificuldade em perceber quem é ou não da família de quem. Diz que a população é bastante reduzida, são quase todos parentes entre si, portanto esta aplicação vai facilitar a vida dos solteiros e solteiras islandesas.

Parece que já os estou a imaginar num bar à noite.

'Olhe desculpe, você é extremamente gira. Mas antes de me meter consigo descaradamente e assediá-la à bruta, diga-me só o seu nome para eu verificar se somos irmãos de pais diferentes, ou se é minha sobrinha, ou outra coisa do género.'

 ?????

O lema, segundo esta notícia, parece ser:

'Se eu tivesse esta aplicação no ano passado, provavelmente não teria levado a minha prima para casa.' - É por aqui que se percebe que, em Portugal, isto nunca resultaria. Afinal de contas, o lema por cá, é mais 'Quanto mais prima, mais se lhe arrima' Sim, somos um povo assim delicado.

Ao menos os islandeses são mais delicados. Ao fim de anos e anos de relações incestuosas, podem por fim, respirar de alívio e passar a comer só as irmãs dos outros.

Podem ler na totalidade aqui: http://www.ionline.pt/mundo/aplicacao-evita-relacionamentos-amorosos-entre-familiares


 

Por oposição ao raciocínio dos islandeses, esta aplicação jamais entrará num telemóvel saudita. Descobri que na Arábia Saudita as mulheres estão proíbidas de se relacionar com homens que não sejam seus parentes. - Ah pois é Islândia! E eles são muitos, por lá o difícil deve ser encontrar um parente num café (mas as mulheres também não podem andar sozinhas em bares e cafés, que isso é uma pouca vergonha...).

 

A verdade, é que é malta que gosta de manter as coisas em família, para evitar chatices. E não há cá complicações por causa disso. A menos, é claro, que assim do nada, aterrem no país três homens particularmente atraentes. Neste caso, logo se accionam as medidas necessárias para os expulsar do país, não vá dar-se o caso de alguma mulher se embeiçar por um deles!

 

'Você é demasiado jeitoso. Enfie-se já num avião e ponha-se daqui para fora! E agora vou ali num instante casar com a minha sobrinha. Até mais logo!'

 

E para que não digam que estou a inventar, leiam aqui: http://www.ionline.pt/mundo/homens-expulsos-da-arabia-saudita-serem-demasiado-atraentes


 

E se ainda não estão perturbados, espreitem isto: http://on.aol.com/video/why-the-crucifixion-scene-haunted-the-bibles-diogo-morgado-517743155

É uma pequena amostra da entrevista conduzida pela Oprah ao Diogo Morgado. Atentem na fracção de segundo em que a Oprah parece pensar 'Este puto é doido', depois dele chorar como uma menina.

A propósito da Escola Cunha Rivara, em Arraiolos.

Eu não queria escrever sobre isto. É um assunto ultrapassado, que se arrasta há demasiado tempo e os assuntos que se arrastam são coisas que me aborrecem de morte. Porque não gosto de coisas complicadas. Melhor, não gosto de complicar. Gosto de 'descomplicar'. De resolver. De ultrapassar. Não vou entrar em detalhes, porque eu própria os desconheço em pormenor (redundante?). Há coisas que eu nunca vou perceber.

Eu nunca vou perceber por que razão se lutou tanto pela liberdade neste país, pelo direito de poder dizer-se e reclamar-se aquilo que é o justo, e agora quem liderou essa luta, tanto se esforça por tapar as suas bocas e dos outros. Às vezes tenho a sensação de que quem vive na Coreia do Norte é mais livre de dizer aquilo que pensa, do que muitos dos que vivem nesta nossa sociedade. E não há justificação lógica para isso.
Perturbam-me as conversas a meia voz, os cochichos entre conhecidos, os olhares furtivos e o olhar por cima do ombro com medo de que apareça alguém. Nunca vou conseguir compreender o medo de 'represálias' e 'consequências', nunca designadas por algo em concreto. Ameaças silenciosas que não passam disso mesmo, de silêncio, e o silêncio, que também não passa disso mesmo. Um pequeno nada, com a pequena importância que se lhe quiser dar.

Menos compreendo, que numa época em que pouco se consegue e nada se tem, as pessoas temam aquilo que ainda desconhecem. Desprezo em absoluto a falta de reconhecimento do ser humano, por si mesmo. A falta de reconhecimento pela sua força, pela sua capacidade de sobrevivência e subsistência. Desprezo. Desprezo ainda mais que se escolha o ser individual em detrimento dos pares que são quem nos permite evoluir enquanto sociedade.

Bom, mas dispersei-me no meu raciocínio. Eu vinha apenas reflectir sobre o seguinte:
Na Escola Cunha Rivara em Arraiolos, há putos intoxicados por qualquer coisa que ainda é desconhecida. Esta situação arrasta-se desde Outubro, e tem vindo a atingir proporções maiores todos os dias. Os miúdos sentem-se mal, com tonturas, enjoos, alguns já chegaram a desmaiar, e a escola o que faz? Arranja um bombeiro residente, que está numa sala da escola, e sempre que um aluno se sente mal, enche-o de chás e bolachas. - Não é assim tão superficial como estou a escrever, mas esta é a condição actual. Antes de ter sido tomada esta decisão, a escola esteve encerrada, decorreram testes e medições (ou pelo menos, é o que dizem), e não se chegou a conclusão nenhuma. Qualquer coisa como 'análises inconclusivas'. A escola reabriu. Os miúdos voltaram a sentir-se mal. Vão aos magotes para o hospital. Chamaram-se os meios de comunicação social, reuniu-se a Associação de Pais, tentou-se chegar à fala com a Direcção Executiva, e nada. Todos os dias, sem excepção, há miúdos com os tais enjoos, com as tais tonturas, com dificuldades em respirar, entre outros. Todos os dias, sem excepção. Hoje, estiveram dois pais no programa das tardes da SIC, com a Conceição Lino. Outra mãe deu o seu testemunho ao telefone. Confesso que fiquei chocada com as declarações daqueles pais. Não por estarem dispostos a fazer de tudo para descobrir o problema e apurar responsabilidades. Fiquei chocada por descobrir que aqueles pais estão sozinhos naquela luta. Porque a maioria dos encarregados de educação, receia 'dar a cara', receia denunciar uma situação que prejudica gravemente a saúde dos seus filhos. Quando abordados pela jornalista que tratou este caso para o programa, a maioria dos pais negou-se a aparecer publicamente, alegando 'medo de represálias', as tais, não identificadas. As tais, silenciosas. Essas, que são mais fortes do que a vontade de defender aqueles que são crianças, que dependem de si.

Perturba-me que o indivíduo imponha medo a si mesmo. Perturba-me que o indivíduo não compreenda que socialmente consegue ser mais forte.
Socialmente, é imbatível.

Somos o país que temos, ou será que temos o país que somos?

Pronto. Era só isso.

Dizem as notícias #2

Dos Estados Unidos da América voltam a chegar provas da inteligência do povo americano. Parece que no Maryland, o governador democrata Martin O'Malley achou que fazia sentido aplicar um novo imposto aos habitantes. Parece que já vem na sequência de um decreto aprovado no ano passado, e quando esta lei entrar em vigor, a maltinha vai começar a pagar um imposto extraordinário que taxará a quantidade de chuva que cair na propriedade de cada um. Os 'manda-chuva' (ah, ah, ah), vão estar a controlar tudo via satélite, para que possam medir a quantidade de água que cair nas diversas propriedades.

Ora faz todo o sentido pois claro. Eu se fosse americana, do estado de Maryland, iria dar pulos de alegria. Até porque a chuva é uma cena que a gente pode controlar, faz todo o sentido que exista um imposto sobre ela. Aliás, proponho ao Gaspar que crie o mesmo imposto para os portugueses. Se já o tivesse feito, certamente teríamos nas últimas semanas resolvido o problema da dívida externa e interna, e já estaríamos todos, literalmente, a nadar em dinheiro.

Se ao menos o governo português tivesse metade da inteligência do governo americano...

Claro que, talvez no Maryland, não partilhem a minha opinião e estejam cada vez mais convencido de que, efectivamente, Barack Obama é o Anti-Cristo, e os restantes democratas, pequenos demónios.

in http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=72798#mce_temp_url#

 

 

Directamente do Dubai, algo ainda mais formidável: A polícia do Dubai acaba de adquirir um Lamborghini Aventador.

Consta que é um carro fantástico, que vai dos 0 aos 100 km/h em 2,9 segundos e que atinge os 350 km/h de velocidade máxima. Aquilo nas perseguições, de certeza, que não dá hipótese nenhuma. Vai ser começar a ver os bandidos a desistir das fugas a alta velocidade porque os seus chaços velhos, não têm pedalada para um carro de tamanha categoria.

Ah, mas espera...

 

'Mais do que para apanhar criminosos, a intenção da polícia é que o novo Lamborghini mostre sofisticação. '

 

Oi????

Segundo o vice-chefe da polícia local, o objectivo do Lamborghini não é perseguir a bandidagem ou combater o crime. Nada disso. Este veículo foi adquirido com o singular propósito de passear-se pelas zonas turísticas do Dubai, visando transmitir a seguinte mensagem aos visitantes: 'Oh p'ra nós tão sofisticados!'

 

'Oh senhor polícia, mas acabo de ser assaltada!'

'Não se preocupe que vamos chamar um dos colegas de Chevrolet, que ele vai já resolver o problema! Agora, saia da frente que isto de estar aqui inclinada sobre a janela do Aventador, dá um bocado de mau aspecto!'

in http://www.publico.pt/mundo/noticia/policia-do-dubai-compra-carro-de-luxo-para-mostrar-aos-turistas-1590955#/0#mce_temp_url#

 

 Mas nem tudo é mau. Há sempre a possibilidade de estas notícias terem sido inventadas por alguém, e virem a ser desmentidas daqui a vinte minutos.

Ou será que isso só se aplicou ao míssil disparado pela Coreia do Norte, esta madrugada, contra a cidade de Yokohama, no Japão?

VINTE MINUTOS...os vinte minutos mais longos da vida daqueles japoneses que acompanhavam as notícias via twitter naquele momento, em que o excesso de zelo do admnistrador da conta da rede social o fez actualizar o estado com algo que ainda não tinha acontecido. Nem veio a acontecer, pelo menos até ao momento.

 

Alguém devia contar ao tal administrador da tal conta, a história do Pedro e do Lobo. Digo eu...

in http://expresso.sapo.pt/coreia-dispara-missil-no-twitter=f799562#mce_temp_url#

 

 

Ou então, o que dava mesmo jeito a esse administrador e aos japoneses em geral, seria a máquina do tempo que o iraniano Ali Razeghi, inventou.

Diz que avança entre cinco a oito anos no tempo, e tem uma probabilidade de acerto de 98%. Por outro lado, também era capaz de dar jeito aos norte coreanos, que andam nessa coisa do 'ai que vamos à guerra', ou 'ai que já não vamos', ou 'ai agora é que vamos mesmo'. Se avançassem os tais cinco anos, evitava-se esta indecisão toda e logo chegavam a alguma conclusão, depois de espreitar o amanhã.

Infelizmente, não terão hipótese de beneficiar desta invenção, até porque o cientista já justificou, com bastante lógica e sentido, que não irá desenvolver nenhum protótipo da máquina de tempo porque  os chineses iriam roubar a ideia e produzir milhões de máquinas da noite para o dia”.

 in http://www.ionline.pt/mundo/cientista-iraniano-diz-inventou-maquina-tempo#mce_temp_url#


 

Algo a acrescentar?

Porque eu também tenho coração...

Sim...pasmem-se!

Já falámos sobre os amiguinhos que se vão arranjando por aí, com uma facilidade assustadora, em que tudo se dá e pouco ou nada fica.
Hoje, quero falar dos outros. Dos amigos que são o nosso mundo. Dos irmãos, companheiros de todas as horas, que passamos meses a fio sem encontrar, semanas inteiras sem falar, e que ainda assim, são os primeiros a saber quando algo de novo acontece na nossa vida, ou quando algo 'velho' aparece para nos atormentar.

Estes, são aqueles sem os quais não conseguimos respirar. Aqueles que queremos abraçar sempre que reencontramos. São aqueles com os quais podemos passar horas em silêncio, sem que seja constrangedor. Os que vão gritar connosco e com quem vamos gritar, sem pensar duas vezes, sempre que for necessário. Aqueles de quem nos vamos afastar quando estivermos num relacionamento, ou quando estivermos a atravessar uma daquelas fases neuróticas, pseudo-decadentes em que não queremos importar-nos com ninguém e achamos que nenhum deles tem moral para falar.
Estes amigos, são aqueles que nos fazem sentir o coração apertado de saudades quando estamos longe, e os que nos enchem de orgulho sempre que os vimos crescer um bocadinho mais.
Falo daqueles amigos que protegemos, e que só nós podemos julgar ou criticar. Sim, porque isso da amizade ser uma cena sem críticas é uma pequena aldrabice politicamente correcta! Os amigos são os primeiros que julgamos, porque nos preocupamos.
Estou a referir-me àqueles amigos que vamos envergonhar em todas as oportunidades, sempre que acharmos que estamos a fazê-lo para o seu próprio bem. Mesmo que assim não seja.
São aqueles amigos com os quais não existe vergonha de chorar, gritar, gargalhar, onde quer que seja, à frente de quem for.

Aqueles que nos enviam uma mensagem às cinco horas da manhã sobre nada de especial, quando não falávamos há duas semanas. Ou aqueles a quem deixamos uma mensagem do facebook, com uma novidade que os vai deixar feliz por nós.

O tipo de amigos a quem perdoaremos tudo, e nos perdoarão a nós.
São amigos. Só isso. E se não estiverem bem, nós não vamos conseguir dormir. E vice-versa.

É que esta coisa da amizade, é uma via de dois sentidos. Essa via, talvez lhe possa chamar vida, tem um trânsito de morte. E este trânsito, talvez lhe possa chamar obstáculos, é derrubado com a ajuda desses tais amigos.

Hoje, há duas pessoas, em particular, que estão no meu pensamento. Uma amiga de sempre, a minha alma-gémea. E uma amiga-surpresa, que eu gosto todos os dias de conhecer um pouco mais, embora nos falte o tempo.

Para ti, minha alma-gémea, sintonizadas na mesma frequência, desde...bom, há muito tempo! Estou aqui. Contigo. Sempre. A torcer, em todas as frentes. A fazer figas. À espera de uma certeza, tal como tu. Na incerteza, tal como tu. Sem dormir, tal como tu. Contrariando o medo, o pessimismo, o 'copo meio vazio', tal como tu. Vai tudo correr bem. Mais do que 'tu mereces', tu vais conseguir. E egoístamente, anseio por essa tal certeza, porque não quero saber-te mais longe, à distância de vários países!
Mas, sobretudo quero que saibas (e tu sabes, eu sei) do orgulho enorme que sinto em ti e na mulher que te tornaste. Sem medo de enfrentar este mundo e o outro, e sempre de peito aberto, venha o que vier. E quem vier, também! Tem sido um longo caminho, e mais longo está pela frente. Felizmente, és mais tu, e não há nada que possa parar-te. Orgulho sim. É o que eu sinto.
Tudo o que já passou, fica para nós, fica em nós e...será sempre assim. Orgulho.

Para ti, minha amiga-surpresa. Demos a tal oportunidade uma à outra. E tem sido extraordinário. Hoje disseste-me 'Gosto muito de ti, Sara'. Eu respondi-te 'Oh, lá estás tu' ou algo do género. Tens olhado por mim, de uma forma que jamais esperaria. És preocupada, interessada, porque faz parte de ti. Acontece que, por vezes cuidamos de alguém em alturas em que também precisamos que cuidem de nós. Amiga, os mais fortes, têm o mesmo direito a sentir-se mais fracos, que os restantes. E os olhos não enganam ninguém. Quero que saibas que estou alerta. No meio dos sorrisos e da infantilidade com que, muitas vezes, comento isto ou aquilo, estou alerta. Não te deixes levar pela minha aparente fragilidade. É ilusória, acredita. Estou alerta, e se decidires falar, eu vou saber ouvir-te. Sempre.
Não carregues o mundo às costas, é o mundo que deve carregar-te a ti. És muito mais do que imaginas.
Eu também gosto muito de ti. Já disse que estou alerta?

Constatações #1

1. Enquanto todos andaram em alvoroço a discutir, comentar, e partilhar, a demissão de Miguel Relvas do cargo de Ministro dos Assuntos Parlamentares, esta menina nem sequer abriu a boca ou deu asas aos dedinhos para falar/escrever sobre o assunto, aqui no estaminé. Multiplicaram-se piadolas acerca da reforma antecipada de Miguel Relvas, nas mais variadas vertentes. Choveram indignações (as indignações são mais frequentes na vida dos portugueses do que o pão com manteiga!). Verifica-se hoje que fiz muito bem em ficar calada, até porque segundo consta, o senhor que ia afastar-se da vida política, que não tinha condições anímicas e mimimi, já está a tratar de mexer os cordelinhos para voltar ao cargo de deputado na Assembleia.
Acerca de Miguel Relvas enquanto ministro, duas notas:
A questão da licenciatura é, claramente, sobrevalorizada. Relvas limita-se a dar o exemplo: nos dias de hoje, uma licenciatura é absolutamente irrelevante para integrar determinada posição no mercado de trabalho. Se assim não fosse, haveria actualmente em Portugal, mais chefes, do que 'empregados'. Eu sei do que falo!
Por sua vez, Ministro dos Assuntos Parlamentares, é um cargo tão útil para o país como o do Presidente da República, pelo que qualquer criança na terceira classe pode ocupá-lo. Há um primeiro ministro que comanda o povinho, há um ministro das finanças que manda nos dinheiros, e outros quantos responsáveis por cada paste, mais ou menos bem definida. Certo. Então mas que falta nos faz, um Ministro dos Assuntos Parlamentares? É o assistente pessoal do Pedro?

2. Antes da demissão de Miguel Relvas, toda a minha gente discutia o tal do Impulso Jovem e a escolha do tal Miguel Gonçalves, como spokesman da iniciativa. Pessoalmente, nunca percebi por que raio iria um gajo que motiva pessoas para ganhar dinheiro, motivar recém-licenciados que integrassem programas de estágios sem perspectivas de continuidade, a troco de subsídios miseráveis. Além de que, todos sabemos – pelo menos nós, os tais jovens, à procura de oportunidades – que o problema não é a falta de motivação. Vontade, temos muita, e empenho também. Falta-nos é o contrato de trabalho. Um detalhe, segundo parece! Mas claro, Miguel Gonçalves é um jovem com 32 anos... Os trinta, são os novos vinte. Acontece que, quando Miguel Gonçalves tinha realmente vinte anos, ainda era tempo de vacas gordas, não havia tanto desemprego, e certamente era mais fácil arranjar os tais cem euros por mês para estar na faculdade. Hoje, muitos daqueles que têm vinte anos, procuram trabalho mais que para suportar despesas de estudo, para sustentar famílias que estão desempregadas.
Mas, já estou a fugir ao assunto. O que eu queria mesmo dizer é que, também fiz muito bem em ficar caladinha em relação a este tema, e em poupar-me das rugas precoces que poderiam ter surgido com mais esta indignação.
Ainda a cadeira de Relvas não arrefeceu, e dizem as más línguas que Gaspar vai suspender o Impulso Jovem. Assim como assim, é fogo de artificio, sem utilidade prática, e ainda deve dar alguma despesa. Com o chumbo do Tribunal Constitucional de algumas medidas do OE 2013, vai de o Gaspar começar a cortar já aqui. Menos mal, dirão alguns.

Para terminar,

Mário Soares que, de cada vez que aparece tem ar de quem está com os pés para a cova, faz mais oposição ao Governo, do que António José Seguro e a sua bancada do PS.
João Oliveira, do Partido Comunista, é alguém que eu quero ver no lugar de Jerónimo de Sousa. Das duas uma: parece-me fresco, com boas ideias e a figura ideal para acordar uma esquerda adormecida, ou é de Évora, e quero os alentejanos a mandar no país.
Onde está Paulo Portas? Está a levar muito a sério o 'Estrangeiros', em Ministro dos Negócios Estrangeiros!

Dizem as notícias #1

À falta de melhor, três notícias que se destacaram hoje:

 

No site da Renascença li: 'Há avós que são afastados dos netos quando ficam sem dinheiro para ajudar a família'.
O quê? Não deve ser aquilo que estou a pensar... - É o que vos está a passar pela cabeça neste momento, se forem pessoas normais.
Mas é. Sim. Isso mesmo. Em tempos de crise, há pais que usam os filhos como moeda de troca – literalmente – contra os avós. Enquanto cair a notinha no bolso de papás e mamãs, a vida é bela e os pequenos rebentos podem relacionar-se com os avós à vontadinha porque é bom para o desenvolvimento dos putos, e sempre têm onde os descarregar quando lhes apetece dar à sola por um ou outro motivo.
Quando se acaba o pilim, cortam-se relações ou promovem-se afastamentos forçados. Afinal de contas, os velhos já não servem para nada e acabam por ser um estorvo na vida dos filhos. Ora pois claro, toda a gente sabe que os velhos reformados, têm como obrigação sustentar os filhos em idade activa, e claro, os filhos dos filhos, porque foram eles que os fizeram. Quem disse que quando se chega à tal terceira idade se pode descansar e usufruir do tempo e cuidados de quem se andou a criar uma vida inteira? - Que ideia tão disparatada!

(Esta notícia referia outras questões pertinentes, e factores aos quais devemos prestar atenção, para o afastamento de crianças aos avós e podem ser lida, na íntegra, aqui http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=103095 )

 

O Notícias ao Minuto destaca o convite de Oprah Winfrey ao actor Diogo Morgado, que será o primeiro português a ser entrevistado pela apresentadora americana. Oprah, é uma das pessoas mais influentes e respeitadas no mundo inteiro e é, basicamente, o sonho de qualquer ser humano ser entrevistado pela senhora. Deus no céu, e Winfrey na Terra.
Diogo Morgado protagoniza a série The Bible, do Canal História, que a SIC transmitiu esta Páscoa. Foi um tremendo sucesso de audiências nos EUA, tornando-se a estreia mais vista de sempre – um record que pertencia a The Walking Dead. Além de sucesso de audiências, The Bible foi bastante aplaudida pela crítica.
É caso para dizer que o actor, que se tornou conhecido pelo seu papel no telefilme Amo-te Teresa – ou pelos vimieirenses em geral muito antes disso, por ser ter sido habitante local – chegou, viu, e venceu.
Fonte próxima de Diogo Morgado revela que, imediatamente após o telefonema de Oprah, o actor pulou de alegria e disse: 'Suck it Joaquim de Almeida e Daniela Ruah!'
A entrevista está marcada para o próximo dia 14.

 

Excerto exclusivo da entrevista:
Oprah: 'E agora Diogo, qual vai ser o seu próximo projecto?'
Diogo Morgado: 'Bem Oprah, depois de ter sido uma revelação mundial na série mais vista de sempre, vou voltar a Portugal e iniciar as gravações da nova novela da SIC. Sou um rapaz simples, sem deslumbramentos!'
Oprah: 'WTF????????'

(Notícia para ler, aqui http://www.noticiasaominuto.com/fama/60495/oprah-entrevista-diogo-morgado#.UWL5GpPU_Zt )

 

Por último, na Visão online, hoje, uma óptima notícia para mulheres em geral, e indianas em particular.
Três estudantes de engenharia indianos, inventaram uma lingerie anti-violação. Chamaram-lhe Armadura contra a sociedade, o que nos diz muito sobre os príncipios da sociedade indiana logo à cabeça. Mas não é nada que nos fosse desconhecido!
Esta fantástica invenção incorpora na roupa interior tecnologia GPS e dá choques de 3,800 kv. Diz, uma das criadoras, que é choque da vida de qualquer individuo que tente atacar uma mulher! - Boa, assim deixa de ser o choque da vida da mulher que for atacada.
O sensor GPS, para além de alertar a polícia, ainda alerta os pais da vítima que está a ser atacada. Excelente! - E não, não estou a ser irónica.
Nota: Até ler esta notícia, não fazia ideia de que o primeiro ponto de ataque às mulheres vítimas de violação são as mamas. Suponho que seja o que mais salta à vista.

(A notícia está aqui http://visao.sapo.pt/estudantes-indianos-inventam-roupa-interior-anti-violacao=f722800 )

 

Ficamos por aqui. Perdoem-me por não falar sobre o Relvas, o Tribunal Constitucional, o Pedro, o António José, ou a Coreia do Norte. A justificação é simples: Nenhum destes temas nos acrescenta algo de novo.

O Alentejo

Região para onde fogem os lisboetas quando querem sair da cidade.
Região onde alguns lisboetas abastados aquirem montes, herdades e propriedades, porque é cool.
Região onde os vizinhos matam outros vizinhos por causa de galinhas.
Região de onde jovens fogem na primeira oportunidade, por se deslumbrarem com a vida das cidades.
Região onde quase todas as pessoas que vivem nas cidades têm familiares afastados, com quem falam duas vezes por ano.
Região de onde se espera que todos os provenientes sejam simpáticos e hospitaleiros.
Região que toda a gente das cidades conhece, mas que na realidade, não sabe identificar no mapa.

Na cidade grande, um alentejano é um ser exótico. Uma ave rara. Não se percebe muito bem porquê. É como se não existissem por aí aos magotes!

'Oh, costumava ir às festas de Verão da aldeia da minha avó!'
'Hum, as migas alentejanas são mesmo deliciosas!'
'Ah, conheço bem o Alentejo. Em pequeno passava férias lá, em casa de um primo meu!'

Há infinitos exemplos. Mas já perceberam a ideia.

O Alentejo é muito mais que que esse pouco que está nas vossas cabecinhas. Raios, o Alentejo é muito mais do que está na minha cabeça, e eu já o conheço (grande parte!) há mais de vinte e cinco anos!

Quantos génios citadinos sabem que o Alentejo é composto por três distritos? Beja, Évora e Portalegre. Em conjunto, representam um terço do território português.
Imaginando que sou de Beja, parece-vos lógico perguntarem-me se conheço o vosso tio de Gavião, como se vivêssemos um lado do outro?
Não façam aquelas caras de desilusão quando digo que nunca ouvi falar dessa aldeiazinha perto de Castro Verde, onde nasceu a vossa mãe.
Afinal de contas, eu também não fico desiludida quando vos pergunto onde fica a Avenida das Forças Armadas e vocês moram em Entrecampos. E nem sequer fico indignada quando digo que sou do Vimieiro e vocês, com ar entendido, me respondem que é a terra das águas. - Amigos, isto é bem mais grave porque significa que não sabem ler!

É que se vocês, que vivem na Rua Morais Soares, não conhecem a minha amiga que vive na Rua Carlos Mardel, por amor de quem, é que eu havia de conhecer uma pessoa que vive a mais de 200 km de distância da minha terriola?

Quero também elucidá-los de que nem só de pequenas aldeias é constituído o Alentejo. Existem vilas e cidades como em qualquer zona do país. E os habitantes dessas localidades, que vos parecem extraterrestres, são pessoas tão humanas como as das cidades grandes. Com oscilações de humor iguais às dos outros todos. E ninguém nasceu com uma marca de doçura e hospitalidade no rabo! - Não esperem um sorriso quando da vossa boca só saírem barbaridades.

Quando falarem de gastronomia, não vale a pena entusiasmarem-se com o facto de terem comido uma açorda no dia anterior, porque não é isso que nos vai aproximar. Imaginem que o Alentejo é de tal forma vasto e rico que, há zonas em que a açorda são migas (isto só para vos dar um exemplo, considerando naturalmente, o 'meu' Alentejo).

Quando recordam, saudosistas, aqueles Verões passados com os tais primos alentejanos, ao menos não generalizem! Aprendam o nome da localidade de que estão a falar, e aprendam a identificá-la no espaço.
A geografia é uma disciplina que faz parte do ensino regular há muitos anos, e desde muito cedo!
Por que não evitar o constrangimento de passarem um atestado de estupidez a vocês mesmos?

Daqui a pouco estão pior que os americanos, que não sabiam identificar o Perú enquanto país!

Entristece-me concluir que não conhecem o vosso país, mas nem é esse o problema porque eu própria não sou especialista.
Entristece-me concluir que não se dão a esse trabalho. Julgarem-se no centro do mundo enquanto vivem numa cidade onde não passam de formigas desprovidas de vida, olhando o Alentejo de longe, sem ver a sua imensidão. Sem reconhecer que foi, e é, ele que nos dá vida.

Entristece-me a ignorância e a atitude simplista.

Bullying, ou a grande descoberta do século XXI

Bullying é um comportamento consciente, intencional, deliberado, hostil e repetido, de uma ou mais pessoas, cuja intenção é ferir outros.

No meu tempo não havia bullying.
Havia miúdos que aterrorizavam miúdos, que por sua vez, aterrorizavam outros miúdos e transformavam a arte de aterrorizar, numa perfeita bola de neve. Todos gozavam e todos eram gozados.
A tudo isto ninguém prestava atenção ou dava muita importância.

Quando somos crianças, rodeadas por outras crianças, é fácil encontrar algo em alguém, com que 'implicar'.
Sabemos que não há ser mais doce e cruel do que uma pequena amostra de vida infantil. É próprio da idade não reconhecer o alcance das palavras gritadas, ou a gravidade das atitudes tomadas.

Enquanto eu crescia, a internet era novidade, o acesso limitado e as redes sociais, desconhecidas. Era em tempo de escola, nos intervalos das aulas, ou durante algumas delas, que se chamavam os nomes feios. Muito feios!
Mas depois as aulas terminavam, cada um seguia o seu caminho e toda a gente podia descansar. Pelo menos até ao dia seguinte.
Depois chegavam as férias, não nos encontrávamos por semanas a fio, e a vida decorria com tranquilidade.

E do que me recordo, durante os meus tempos de infância, toda a gente tinha pelo menos um amigo.

Há dez anos atrás eu tinha 15 anos, ia fazer 16. A mesma idade tem hoje a minha irmã mais nova, e impressiona-me a forma como as mudaram neste espaço de tempo.
Nos últimos anos assistimos ao boom tecnológico, a uma extraordinária evolução e transformação do mundo virtual. Em 2013, está toda a gente ligada a toda a gente. Multiplicam-se os perfis registados nas redes sociais: Facebook, Twiter, Ask.fm, Tumblr... entre tantas outras que me são até desconhecidas.

E todos os pequenos reguilas estão registados por essa internet fora.

Começou com o Mirc, veio o Blá e os Amiguinhos.com ou algo desse género. Devíamos ter percebido na altura que era tudo lenha para os putos se queimarem.
De repente havia miúdas com doze anos, a falar com miúdos de vinte. Grave é que essas miúdas de doze, faziam-se passar por dezasseis ou dezoito, e esses miúdos com vinte, eram muitas vezes homens com trinta. Assédios, encontros, abusos consentidos.
Depois descobriu-se que uma excelente forma de nos vingarmos de alguma ex-amiga, era disponibilizar o seu número de telemóvel num chat de encontros. Chamadas infinitas de estranhos a propor todas as indecências (in)imagináveis às tais miúdas pré-adolescentes. Um rir para quem, de fora, observa o desespero da infeliz que não consegue ver-se livre dos telefonemas.
E a essa altura, já todos sabíamos que a internet nos permitia ser quem quiséssemos ou ser ninguém, se fosse essa nossa vontade.
Uma verdadeira bomba atómica nas mãos dos tais miúdos inconsequentes sem noção do alcance das palavras, ou atitudes.
A internet veio encorajar o anonimato, a perseguição fácil e a obsessão de crianças por crianças. Veio facilitar os ataques de predadores sexuais, que se vêm aproveitando da fragilidade de meninas e meninos atacados por outros meninos e meninas, que se sentem sozinhos no mundo e desesperados por atenção.
Aperfeiçoaram-se os ataques pessoais. Os insultos continuam a ser os mesmos, o que faz toda a diferença, é que a internet está dentro das nossas casas. Deixou de existir aquele tempo de liberdade entre insultos, as férias da escola e dos colegas.
As nossas crianças, as dos dias de hoje, deixaram de ter refúgios. Os seus quartos deixaram de ser seguros. Os seus lares deixaram de ser seguros. Sentem-se encurraladas, sem escape e é isso que leva muitas a sucumbir.
É fácil aprender a chamar nomes feios, é mais difícil aprender a defender-se. Sobretudo de agressores protegidos por um computador.

O grande problema?
Quando explodiu este fenómeno de aproximação entre seres humanos, nenhum adulto percebeu do que se tratava. Os pais demoraram muito tempo a perceber as implicações que a rede, que liga milhões, pode ter nas vidas dos seus rebentos. Julgo que ainda hoje, muitos pais não têm essa noção.

Depois matam-se miúdos, outros ficam traumatizados para a vida e ninguém sabe o que fazer. Aparecem petições de tempos a tempos a pedir responsabilidades às redes sociais. Estas petições esquecem quem são os educadores. E os pais, no meio da sua revolta, esquecem-se das suas responsabilidades. Esquecem-se que preferiram fechar os olhos a um comentário no facebook, ou a uma pergunta inapropriada no ask. Esquecem-se que estavam demasiado cansados para fazer valer a sua autoridade numa ou outra noite em que o filho ficou na net até às tantas. Esquecem-se que eles próprios preferiram conversar com um velho amigo no skype, em vez de perguntar ao filho como foi o dia.
Os pais esquecem-se e os filhos perdem-se de si, nunca chegando a descobrir-se a eles próprios.

E podia evitar-se tanta coisa triste. Bastava desligar o computador.

'Só os loucos podem mudar o mundo'

O saber mais sábio é o de ficar em silêncio.
Eu não sou sábia.

Sou demasiado expressiva, o que por vezes, pode revelar-se um desafio. E daí... talvez as minhas reacções verbais ou corporais, sejam inconscientemente conscientes.

Por mais que queira, não quero camuflar a minha felicidade ou o meu desagrado. Por mais que queira, não quero mascarar as minhas emoções de inexpressividade.
Porque há um motivo para cada emoção. Há fundamento. Há sempre um porquê por detrás de cada reacção.

São o espelho da genuinidade de cada um, e não devemos esconder-nos do nosso próprio reflexo.

Viveríamos mais anos se apostássemos nessa honestidade emocional e reaccional. Estaríamos a evitar o stress provocado por forçar cada fibra do nosso corpo a reprimir aquilo que nos é natural.
Sentiríamos muito mais intensamente, e eu gosto de sentir.
Gosto do poder que é a capacidade de reconhecer cada emoção e cada sensação. É essa capacidade que me permite saber lidar com cada uma delas, e me ensina a ultrapassar as dificuldades que advenham desses sentimentos.

Por que raio hei-de eu sorrir aparvalhada, quando o assunto me parece absolutamente escabroso? E por que razão haverei de franzir o sobrolho perante o ridículo que inspira a gargalhada?
Não faz sentido.

Pode ser útil, por evitar conflitos ou discórdias. Mas impede-nos de viver e evoluir, por isso, não faz sentido nenhum.
Devemos ser correctos e coerentes com os outros, e sobretudo, connosco mesmos.

Quem sou eu se não for honesta comigo?
Certamente que não serei de confiança.

Não disponho dessa apregoada virtude que é o saber quando devo ficar calada.
Pensei que chegaria a mim com o correr da idade, com o conhecimento e com a experiência. Torna-se claro todos os dias que isso nunca vai acontecer.

Essa história de eu ter de adaptar-me ao mundo, não entra na minha cabeça.

Se posso perder, ou já perdi, algumas oportunidades por causa desta minha filosofia? Provavelmente sim.

Porém, nada é mais importante do que a minha consciência, o meu sentido de justiça, o meu bem estar psicológico.
Nada é mais importante do que o meu conhecimento de mim própria. Nada supera a minha credibilidade perante todos e sobre mim.

Quanto ao resto, são detalhes.
E essa história do mundo... a verdade é que o mundo tem muito mais a perder ao não reconhecer-me, do que eu teria a ganhar se me adaptasse.

Sim, só os loucos podem mudar o mundo.

Ups...bati com o cotovelo! E agora?

Eu trabalho numa empresa onde existem muitas mudanças.

Surgem novas ideias, novos objectivos, novas pessoas, e logo são colocadas em prática por forma a comprovar a sua eficácia. Umas vezes resultam, outras nem por isso, e eu sempre tenho a minha opinião, muito particular, de quem observa de fora e vive por dentro, acerca de todas as mudanças que vão acontecendo.

 

Muitas vezes não concordo com decisões que são tomadas, com caminhos que são escolhidos ou com responsabilidades que são atribuídas. Algumas vezes, estou de acordo. Não me parecem más de todo essas tais escolhas.

Independentemente disso, a minha opinião é tão válida como outra qualquer, tendo ou não influência naquilo que venha a acontecer. Mas a minha opinião só é válida, se eu tiver argumentos que a sustentem.

Caso contrário, das duas, uma: Ou sofro daquele mal comum a todo o ser humano, que é a ávida resistência à mudança, ou sofro daquele pecado mortal que é a inveja.

 

E a inveja é um sentimento muito feio! - Já dizia o Boss AC.

 

A competência não se mede pelos anos de casa, ou pelo tempo há quanto se desempenham as mesmas funções. Já aqui escrevi sobre o que é uma pessoa incompetente – na minha, não tão, modesta opinião – mas nunca me passaria pela cabeça apelidar de incompetente determinada pessoa só porque trabalha numa empresa há menos tempo do que eu, e lhe foram atribuídas maiores responsabilidades.

 

Que culpa tem essa pessoa de ser empenhada, de ter sido coerente em todo o seu percurso na empresa, demonstrando interesse em evoluir, e ambição para atingir esse objectivo?

 

Hoje não gostei de ouvir 'O quê? Só cá está há dois anos!'. E então? Dois anos é uma eternidade. Tempo mais que suficiente para se mostrar o que vale. Para se perceber se há mais para oferecer ou se faz parte da maioria, os que não querem saber ou não são mais que muito pouco.

 

Se eu acho que também sou capaz de mais? Ninguém melhor que eu, conhece o meu trabalho. Ninguém melhor que eu saberá avaliar-me com justiça. De acordo. E eu posso ser tão capacitada ou qualificada para determinada função, mas se preferir ficar no meu canto sem o calculismo e frieza necessários para avançar, ninguém vai vir buscar-me quando existem outras opções.

 

Se a escolha for fazer muito pouco, apenas o necessário, todos os dias, não interessa que escondidas, existam as tais capacidades para mais. É aí que está a diferença. Quando se ambiciona mais, há que marcar a diferença por se ser melhor.

 

E se eu não o faço, então bem que posso estar na mesma empresa há vinte anos e devo calar-me, bem caladinha, quando alguém que acaba de chegar, já deu um passo em frente.

 

Não devemos culpar os outros pela nossa falta de ambição.

 

E sim, nem todos os casos são iguais. Às vezes é injusto, é revoltante, é de ficar doente cheia de urticária e tudo mais. Não por inveja, mas porque existem os tais argumentos válidos que referi. Existem os exemplos terríficos e muitas vezes inacreditáveis, de situações do outro mundo, que podem associar-se à tal definição de incompetência.

 

As pessoas não são todas iguais.

O trabalho é o mesmo, as responsabilidades são as mesmas. Mas as pessoas não são todas iguais.

E não vamos crucificá-las só porque foram escolhidas e nós não.

 

A inveja é um sentimento muito feio. E basta querer um bocadinho, para ser melhor que isso.

O Castelo

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