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do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

Coração.

 

O problema das relações é que elas não começam nem terminam simultaneamente para as pessoas envolvidas.

Não há duas pessoas que caem de amores uma pela outra na mesma hora ou no mesmo instante. E não há duas pessoas que se desapaixonem ou desencontrem uma da outra no mesmo momento. Quando estamos de longe, mais longe, talvez nos seja possível identificar o momento exacto em que a chama se apagou. Sim, porque a chama apaga-se de um momento para o outro. Enfraquece ao longo dos dias, das horas dos minutos, mas apaga-se de um momento para o outro. Tal qual como se acende de um momento para o outro. Há pura e simplesmente aqueles instantes em que acontece o tal clique. E, uma vez mais, talvez de longe, quando já se está um pouco mais longe no tempo, talvez seja possível identificar esse momento. O segundo em que tudo muda.

A mudança é inevitável e quando acontece, podemos até contrariá-la, escondê-la, camuflá-la, fazer trinta por uma linha, que de nada vai servir. É assim mesmo. Inevitável, crua e paciente. A mudança que é em si própria mutação e que espera, pacientemente, pela nossa aceitação. A aceitação do clique.

Onde é que terminam os subterfúgios? A fuga e o reconhecimento do tal inevitável?

É lá, no longe. Na longa distância de dias percorridos de mágoa, de aperto, de perguntas iguais com respostas diferentes respondidas com o coração de cada dia.

Lá no longe, o clique, a descoberta, a percepção do óbvio e aceitação da verdade do sentimento. Da verdade de nós próprios.

O longe é percorrido por cada um individualmente, a seu tempo, sem pressas consoante a necessidade de libertação que existir dentro de si. Não há sintonia no caminho e haverá sempre quem chegue primeiro. Por horas, dias, semanas, meses, anos. Há sempre um que chega primeiro.

O que experienciamos é semelhante quer se trate de amor ou desamor. Ansiedade, medo, incerteza, pressa. Pressa. De que o outro finde a sua jornada.

A vida só começa no principio e no fim.

 

 

 

'I can feel the heat rising
Everything is on fire
Today's a painful reminder of why
We can only get brighter
The further you put it behind ya
And right now I'm on the inside
Looking out (...)' 

 

 

 

 

O Castelo

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