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do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

O sonho burguês

Burguesia é uma palavra da língua francesa, que descreve inicialmente uma classe social que nasceu na Europa, na Idade Média, com o renascimento comercial e urbano. Desde o final do século XVIII, refere uma classe caracterizada pela propriedade de capitais, e visão materialista do mundo. Na filosofia marxista, o conceito burguesia denota a classe social que detém o meio de produção, e cuja preocupação é o valor da propriedade e da preservação do capital, cujo objectivo é garantir a supremacia económica na sociedade.
Hoje, a burguesia é a classe dominante das sociedades capitalistas.

Capitalismo é um sistema económico em que os meios de produção e distribuição são de propriedade privada e têm fins lucrativos. Todas as decisões de oferta, preço, distribuição e investimentos, são tomadas pelos proprietários que investem nas empresas, e os salários são pagos por essas empresas aos trabalhadores. O capitalismo baseia-se no reconhecimento dos direitos individuais. Todas as propriedades são privadas e o governo existe, para evitar a desordem e banir a violência.

Aristocracia. Poder dos melhores. Trata-se de uma forma de governo, na qual o poder político é dominado por um grupo elitista. As pessoas deste grupo são a classe dominante: grandes proprietários, militares, sacerdotes, etc.

'É incrível os sacrifícios que as pessoas fazem para viver em capitalismo'

Julgo incríveis os sacrifícios que se fazem para sobreviver todos os dias, numa sociedade transformada por revolucionários que hoje se tornaram pseudo-intelectuais, que defendem princípios de igualdade, enquanto se agarram com a força do mundo à teta operária que lhes dá de mamar.

Fala-se nos livros de História de uma revolução que existiu neste país. Parece que corria o ano de 1974. Diz-se que Portugal estava há anos tomado por um regime fascista que oprimia o povo pequenino das aldeias, mas que incomodava sobretudo os militares e os 'burgueses' da sociedade.
Ao povo pequenino das aldeias, pela ignorância sujeita à sua condição, teria passado ao lado as politiquice de quem estava no poder. Possivelmente teriam passado mais 40 anos e morrido Salazar, sem que tivessem mexido uma palha. À falta de conhecimento, de cultura, de sabedoria, não lhes teria incomodado tanto a falta da liberdade de poder falar. O povo pequenino, ignorante pela pobreza que o rodeava.
Porém, consta que os aristocratas da época, não estavam mesmo nada contentes com o estado da nação. Ouvi dizer que foi planeado pelos militares um golpe, mas que logo se aperceberam que sozinhos não conseguiriam vencer. Pouco interessava que os objectivos de militares e povo tivessem apenas em comum derrubar o homem que estava no poder. Pouco interessava que militares e povinho de aldeia pudessem ter ideias muito diferentes de como 'distribuir' a liberdade reconquistada. Interessava à aristocracia portuguesa semear o bichinho da revolução, pelo povo ignorante. E o povo existe para ser manipulado. O povo existe para ser comandado segundo a vontade forte das classes dominantes. É isso a política.
Então, fez-se a revolução.
O povo das aldeias continuou pobre. A burguesia tornou-se burguesa. Os militares sucumbiram à burguesia. O povo das aldeias continuou pobre.
Nasceu o capitalismo.
O povo pequenino das aldeias continuou pobre. Mas todos podem votar. E, mais importante, todos podem criticar e opinar sobre quem está no poder.
O povo pequenino das aldeias continua pobre. Não é o fascista Salazar que os empobrece. São os burgueses que fizeram a revolução.

É incrível os sacrifícios que as pessoas fazem para viver em capitalismo. Alguns até fazem revoluções.

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