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do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

Se é o tipo de pessoa que tira conclusões prematuras do que aqui se escreve, e considera a maioria das minhas palavras inapropriadas, não leia este texto! Vai poupar a si mesmo algumas dores de cabeça.

Desato a rir às gargalhadas com a mesma facilidade com que choro compulsivamente. Acho que é um defeito de fabrico.
Não me torna uma pessoa mais ou menos séria, mas origina interpretações erradas por parte de quem assiste a cada um destes espectáculos.
Há quem julgue que não levo determinado assunto a sério porque opto por sorrir enquanto estou a discuti-lo. Há quem julgue que estou a fazer fita, a ser mariquinhas, quando começo a chorar por motivos aparentemente sem justificação.
A verdade é que, por natureza, sou uma pessoa bem disposta, que não vê necessidade de dramatizar situações que por si, já poderão ser complicadas. Sou assim no meu dia-a-dia, em horário de expediente. Prefiro discutir questões com sorrisos e resolver problemas da mesma forma. Infelizmente há quem associe esta minha natureza, a falta de maturidade profissional. Parece que, para a maioria das pessoas, o profissionalismo mede-se pela cara mais carrancuda. Basicamente, uma pessoa só leva o seu trabalho a sério se agir como se estivesse em TPM constante. Seja mulher ou homem.
Para além de me ser impossível conviver dessa forma, sofro de intolerância crónica para com as pessoas que o fazem. Fui educada para respeitar e ser respeitada. E aprendi há bastante tempo que esse respeito não é um direito adquirido. É uma conquista. E conquista-se através do respeito ao próximo. Respeito ao próprio pelo respeito ao próximo.
Esta intolerância de que falo é o que por vezes me faz chegar às lágrimas. Rebentam-se as águas nos meus olhos quando sinto a raiva a crescer em mim. A minha boa educação impede-me de responder muitas vezes à altura das faltas de consideração a que assisto, ou do abuso que algumas pessoas tentam exercer sobre quem, hierarquicamente, está abaixo de si. E o esforço que faço para manter a minha boca calada é de tal forma gigante que transborda pela minha cara. Odeio injustiças. Odeio ainda mais incompetentes frustrados que sentem necessidade de se afirmar rebaixando quem dá o couro e o cabelo por eles todos os dias. Gentinha insegura de si, de tal forma que em vez de liderar, como seria o seu dever, opta por fazer ameaças ridículas a quem, por medo, não consegue defender-se. Armam-se em leões a caçar gazelas indefesas, quando na realidade não passam de hienas repugnantes.
Lamento que, nem todos nós, consigamos defender-nos desses ataques, por falta de capacidade de argumentação lógica. A maioria cede sobre a pressão que está a ser exercida e perde a capacidade de raciocínio.
Jamais alguém deveria estar sujeito a ameaças e intimidação no seu local de trabalho. Muito menos quando a pessoa se esforça, divide-se entre mil e uma tarefas e está sempre disponível para aceitar trabalho extra.
Onde está o respeito pelo empenho dessa pessoa?
Quando é que deixou de ser importante saber o significado de liderança?
Eu, pessoalmente, não quero sentir medo cada vez que algum superior vem ter comigo para me pedir o que quer que seja. E, na verdade, não sinto. Felizmente não sofro deste problema. Não tenho medos. As palavras não passam disso mesmo e o truque é conhecê-las e saber utilizá-las nos momentos certos. A minha assertividade não se deixa sobrepor pelas imposições de ninguém. Eu não vou calar-me se alguém me faltar ao respeito.
Não se deixem enganar por uma lágrima ou outra. Ou então deixem, e o engano será vosso. Não se deixem enganar por um sorriso ou gargalhada. Não significam que farei tudo o que bem entenderem, acenando a cabeça como um cachorrinho. Tenho 25 anos, já sou crescidinha. Há muitos anos que a resposta 'Porque sim!', parou de me chegar.
Só tenho pena que nem todos tenhamos evoluído no mesmo sentido, e que tanta gente que conheço e outros tanto de quem gosto, se deixem sucumbir perante o primeiro acto de estupidez e arrogância de que são vítimas.
A culpa é tanto de quem ataca, como de quem é atacado. Ganhem fibra, percam o medo. Percebam de uma vez por todas que o bom e o mau chegarão de qualquer forma, independentemente de quais forem as vossas reacções. E sobretudo, confiem em vós. Quando não se faz nada de errado, não há nada a temer. Por mais que tentem fazer-vos crer o contrário.

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