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do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

Complexo de superioridade...ou não?

O Grande Gatsby, O retrato de Dorian Gray, O amor em tempos de cólera, Oliver Twist, A tale of two cities, Fifty shades freed, Os homens que odeiam as mulheres, Ana Karenina... - Basicamente, o que eu deveria fazer com todo o meu tempo livre.
Pfff...bastava que não existisse Hart of Dixie, Pretty Little Liars, Revenge, How I met your mother, Grey's Anatomy, Once upon a time, The vampire diaries, Modern family, Californication...entre tantas outras! Mas sobretudo, internet ao meu alcance com episódios disponíveis semanalmente, acabadinhos de sair do forno.
Pudera o dia ter o dobro, ou triplo, das suas horas! - Pois que, entre obrigações laborais, obrigações pessoais, obrigações sociais, perco um pouco da minha essência. Pior, perco um pouco da minha inteligência.
Sou da opinião que a inteligência é delicada. A inteligência é preciosa e precisa de ser estimulada. No meu caso, anda de braço dado com a inspiração – tão ou mais delicada, que a primeira.
E a sua pior inimiga, sempre à espreita, a preguiça. Preguiça de fazer mais, de ler mais, de absorver mais, de viver mais, de conversar mais, de conhecer mais. Preguiça de ser mais. Preguiça de procurar sempre o melhor.
Nem sempre temos a sorte de estar rodeados das pessoas mais estimulantes, que partilham aquele simples gosto pela leitura, ou simplesmente, o interesse pela sociedade à sua volta, e nesses momentos, partilhados com essas pessoas, 'emburrecemos' um bocadinho. E nada tem a ver com pseudo-intelectualismos de treta. Tem a ver com necessidades de estimulo cerebral. Apenas, porque, ao longo do nosso crescimento, criámos padrões, desenvolvemos interesses, habituámos-nos a determinado nível de conversa ou de discussão com os nossos pares. E vimos a nossa inteligência frustrar-se, a nossa inspiração esvair-se, porque, diariamente, sem que fosse essa a nossa escolha, quem nos rodeia é gente sem visão do mundo que nos envolve. Aquele tipo de pessoa cuja companhia podemos apreciar em 'horário laboral', ou duas a três horas por dia. Aquele tipo de pessoa, que, francamente, gostamos, mas que nada oferece de mais à nossa vida. Aquele tipo de pessoa com a qual temos de pensar sempre duas vezes antes de utilizar um qualquer termo, mais ou menos complexo, porque sabemos que não irá compreendê-lo por ser intelectualmente inferior.
Não falo pessoas sem estudos. Refiro-me a pessoas desinteressadas, pessoas adormecidas, com uma visão que não chega à linha do horizonte. E quanto mais tempo nos rodeamos destas pessoas, mais de nós se perde em cada conversa sobre nada. Depois, somos tomados pela preguiça do nada. A preguiça de pensar, de descobrir, de conversar sobre o tudo extraordinário que existe nesta vida.
A vida inspira-me. A gente do mundo inspira-me. Infelizmente, algumas pessoas do 'meu' mundo, aborrecem-me. Causam-me a tal preguiça que trava o lado melhor. E, o pior de tudo, é que nem fazem parte dos meus dias por opção. São a falta de opção. - Simpáticas, queridas, mas tão, tão, básicas!

Bom, e daí, talvez não seja mais que o meu complexo de superioridade!

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