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do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

Nota sobre as eleições no Campo Grande

Hoje é dia de eleições no Sporting.
Não sou sócia. Sou, nada mais, que adepta fervorosa e aficionada. Já aqui falei sobre este clube, que é o meu do coração - e por herança de família - mantendo neste momento a mesma opinião e os mesmos desejos para o futuro.
Hoje é dia de eleições no Sporting e, depois dos debates da última semana, estou convicta de que nenhum dos três senhores que se propõem a presidentes, servem de material presidencial para um grande clube. Ora isto não é uma novidade. Foi apenas o constatar de um facto.
Entristece-me essa conclusão.

Entre Carlos Severino, Bruno de Carvalho e José Couceiro, venha o diabo e escolha.
O primeiro, faz-me lembrar Godinho Lopes. Nervoso, orgulhoso, queixinhas. Carlos Severino é um fantasma. Não nos lembramos que está lá, a menos que diga alguma coisa. Demasiado pequenino para o universo leonino.
Depois, temos o Bruno de Carvalho que faz lembrar um miúdo entusiasmado, que quer muito para o clube, mas que está disposto a não olhar a meios para atingir os fins. É sangue novo, como tanta gente apregoa, mas aquele ar de mafioso é algo que eu não consigo ultrapassar. Bruno de Carvalho é uma raposa. Demasiado dissimulado para o meu gosto.
Por último, José Couceiro. O que dizer sobre ele? Seria um bom homem para o futebol, quer parecer-me, mas o Sporting é muito mais que isso. José Couceiro é uma farsa: Aparentemente calmo e tranquilo, mas não faz ideia do que está a dizer ou fazer. Demasiado bem ensaiado, na minha opinião.

Analisando de forma objectiva, pesando os sonhos dos novos sportinguistas e o poder de decisão dos mais antigos, creio que o vencedor será Couceiro.
Se há coisa que me faz confusão é essa história dos votos consoante a antiguidade do associado. Não me faz qualquer tipo de sentido e, como já tivemos oportunidade de verificar, condiciona de forma negativa o processo eleitoral. Bruno de Carvalho poderá agradecer uma nova derrota ao facto de um único sócio poder votar trinta vezes. - E atenção, não estou a dizer que deveria ser ele o vencedor.

Que tal rever os estatutos? Não me parece lógica esta falta de democracia...

Posto isto, reitero que nenhum dos três me parece um bom presidente para o Sporting. Gostaria apenas que o vencedor fosse escolhido efectivamente, pela maioria dos sportinguistas.

Também não acredito que depois destas eleições o clube recupere a tranquilidade e regresse a união entre os órgãos representativos. Não acredito que as finanças sejam recuperadas, e não acredito que o futebol regresse ao topo, recuperando o respeito e admiração dos rivais e dos sócios e adeptos.
Não acredito que nenhum dos senhores acima mencionados seja o cavaleiro andante, que todos esperam que venha salvar o Sporting.

Infelizmente, assumo-me pessimista.
Receio por este universo de leões.

Receio que chegue um dia em que o Sporting não passe de uma história contada a filhos e netos. A história de um clube que se perdeu devido às más gestões, sem que houvesse alguém com capacidade para procurar soluções fazendo frente às adversidades.

Chega de glórias de passado. Chega de História. Chega de viver no ontem.
Mas também chega de viver no amanhã.

Quem é que pensa no hoje?

É por não reconhecer sentido prático e, verdadeiramente, realista a nenhum dos candidatos que acredito que nenhum deles será o presidente do Sporting e dos sportinguistas. E é por não existir democracia nas eleições do clube que sei que, mais facilmente Palestina e Israel se entendem, do que a tão famigerada paz reinará em Alvalade.

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