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do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

Ups...bati com o cotovelo! E agora?

Eu trabalho numa empresa onde existem muitas mudanças.

Surgem novas ideias, novos objectivos, novas pessoas, e logo são colocadas em prática por forma a comprovar a sua eficácia. Umas vezes resultam, outras nem por isso, e eu sempre tenho a minha opinião, muito particular, de quem observa de fora e vive por dentro, acerca de todas as mudanças que vão acontecendo.

 

Muitas vezes não concordo com decisões que são tomadas, com caminhos que são escolhidos ou com responsabilidades que são atribuídas. Algumas vezes, estou de acordo. Não me parecem más de todo essas tais escolhas.

Independentemente disso, a minha opinião é tão válida como outra qualquer, tendo ou não influência naquilo que venha a acontecer. Mas a minha opinião só é válida, se eu tiver argumentos que a sustentem.

Caso contrário, das duas, uma: Ou sofro daquele mal comum a todo o ser humano, que é a ávida resistência à mudança, ou sofro daquele pecado mortal que é a inveja.

 

E a inveja é um sentimento muito feio! - Já dizia o Boss AC.

 

A competência não se mede pelos anos de casa, ou pelo tempo há quanto se desempenham as mesmas funções. Já aqui escrevi sobre o que é uma pessoa incompetente – na minha, não tão, modesta opinião – mas nunca me passaria pela cabeça apelidar de incompetente determinada pessoa só porque trabalha numa empresa há menos tempo do que eu, e lhe foram atribuídas maiores responsabilidades.

 

Que culpa tem essa pessoa de ser empenhada, de ter sido coerente em todo o seu percurso na empresa, demonstrando interesse em evoluir, e ambição para atingir esse objectivo?

 

Hoje não gostei de ouvir 'O quê? Só cá está há dois anos!'. E então? Dois anos é uma eternidade. Tempo mais que suficiente para se mostrar o que vale. Para se perceber se há mais para oferecer ou se faz parte da maioria, os que não querem saber ou não são mais que muito pouco.

 

Se eu acho que também sou capaz de mais? Ninguém melhor que eu, conhece o meu trabalho. Ninguém melhor que eu saberá avaliar-me com justiça. De acordo. E eu posso ser tão capacitada ou qualificada para determinada função, mas se preferir ficar no meu canto sem o calculismo e frieza necessários para avançar, ninguém vai vir buscar-me quando existem outras opções.

 

Se a escolha for fazer muito pouco, apenas o necessário, todos os dias, não interessa que escondidas, existam as tais capacidades para mais. É aí que está a diferença. Quando se ambiciona mais, há que marcar a diferença por se ser melhor.

 

E se eu não o faço, então bem que posso estar na mesma empresa há vinte anos e devo calar-me, bem caladinha, quando alguém que acaba de chegar, já deu um passo em frente.

 

Não devemos culpar os outros pela nossa falta de ambição.

 

E sim, nem todos os casos são iguais. Às vezes é injusto, é revoltante, é de ficar doente cheia de urticária e tudo mais. Não por inveja, mas porque existem os tais argumentos válidos que referi. Existem os exemplos terríficos e muitas vezes inacreditáveis, de situações do outro mundo, que podem associar-se à tal definição de incompetência.

 

As pessoas não são todas iguais.

O trabalho é o mesmo, as responsabilidades são as mesmas. Mas as pessoas não são todas iguais.

E não vamos crucificá-las só porque foram escolhidas e nós não.

 

A inveja é um sentimento muito feio. E basta querer um bocadinho, para ser melhor que isso.

O Castelo

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