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do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

'Só os loucos podem mudar o mundo'

O saber mais sábio é o de ficar em silêncio.
Eu não sou sábia.

Sou demasiado expressiva, o que por vezes, pode revelar-se um desafio. E daí... talvez as minhas reacções verbais ou corporais, sejam inconscientemente conscientes.

Por mais que queira, não quero camuflar a minha felicidade ou o meu desagrado. Por mais que queira, não quero mascarar as minhas emoções de inexpressividade.
Porque há um motivo para cada emoção. Há fundamento. Há sempre um porquê por detrás de cada reacção.

São o espelho da genuinidade de cada um, e não devemos esconder-nos do nosso próprio reflexo.

Viveríamos mais anos se apostássemos nessa honestidade emocional e reaccional. Estaríamos a evitar o stress provocado por forçar cada fibra do nosso corpo a reprimir aquilo que nos é natural.
Sentiríamos muito mais intensamente, e eu gosto de sentir.
Gosto do poder que é a capacidade de reconhecer cada emoção e cada sensação. É essa capacidade que me permite saber lidar com cada uma delas, e me ensina a ultrapassar as dificuldades que advenham desses sentimentos.

Por que raio hei-de eu sorrir aparvalhada, quando o assunto me parece absolutamente escabroso? E por que razão haverei de franzir o sobrolho perante o ridículo que inspira a gargalhada?
Não faz sentido.

Pode ser útil, por evitar conflitos ou discórdias. Mas impede-nos de viver e evoluir, por isso, não faz sentido nenhum.
Devemos ser correctos e coerentes com os outros, e sobretudo, connosco mesmos.

Quem sou eu se não for honesta comigo?
Certamente que não serei de confiança.

Não disponho dessa apregoada virtude que é o saber quando devo ficar calada.
Pensei que chegaria a mim com o correr da idade, com o conhecimento e com a experiência. Torna-se claro todos os dias que isso nunca vai acontecer.

Essa história de eu ter de adaptar-me ao mundo, não entra na minha cabeça.

Se posso perder, ou já perdi, algumas oportunidades por causa desta minha filosofia? Provavelmente sim.

Porém, nada é mais importante do que a minha consciência, o meu sentido de justiça, o meu bem estar psicológico.
Nada é mais importante do que o meu conhecimento de mim própria. Nada supera a minha credibilidade perante todos e sobre mim.

Quanto ao resto, são detalhes.
E essa história do mundo... a verdade é que o mundo tem muito mais a perder ao não reconhecer-me, do que eu teria a ganhar se me adaptasse.

Sim, só os loucos podem mudar o mundo.

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