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do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

Constatações #1

1. Enquanto todos andaram em alvoroço a discutir, comentar, e partilhar, a demissão de Miguel Relvas do cargo de Ministro dos Assuntos Parlamentares, esta menina nem sequer abriu a boca ou deu asas aos dedinhos para falar/escrever sobre o assunto, aqui no estaminé. Multiplicaram-se piadolas acerca da reforma antecipada de Miguel Relvas, nas mais variadas vertentes. Choveram indignações (as indignações são mais frequentes na vida dos portugueses do que o pão com manteiga!). Verifica-se hoje que fiz muito bem em ficar calada, até porque segundo consta, o senhor que ia afastar-se da vida política, que não tinha condições anímicas e mimimi, já está a tratar de mexer os cordelinhos para voltar ao cargo de deputado na Assembleia.
Acerca de Miguel Relvas enquanto ministro, duas notas:
A questão da licenciatura é, claramente, sobrevalorizada. Relvas limita-se a dar o exemplo: nos dias de hoje, uma licenciatura é absolutamente irrelevante para integrar determinada posição no mercado de trabalho. Se assim não fosse, haveria actualmente em Portugal, mais chefes, do que 'empregados'. Eu sei do que falo!
Por sua vez, Ministro dos Assuntos Parlamentares, é um cargo tão útil para o país como o do Presidente da República, pelo que qualquer criança na terceira classe pode ocupá-lo. Há um primeiro ministro que comanda o povinho, há um ministro das finanças que manda nos dinheiros, e outros quantos responsáveis por cada paste, mais ou menos bem definida. Certo. Então mas que falta nos faz, um Ministro dos Assuntos Parlamentares? É o assistente pessoal do Pedro?

2. Antes da demissão de Miguel Relvas, toda a minha gente discutia o tal do Impulso Jovem e a escolha do tal Miguel Gonçalves, como spokesman da iniciativa. Pessoalmente, nunca percebi por que raio iria um gajo que motiva pessoas para ganhar dinheiro, motivar recém-licenciados que integrassem programas de estágios sem perspectivas de continuidade, a troco de subsídios miseráveis. Além de que, todos sabemos – pelo menos nós, os tais jovens, à procura de oportunidades – que o problema não é a falta de motivação. Vontade, temos muita, e empenho também. Falta-nos é o contrato de trabalho. Um detalhe, segundo parece! Mas claro, Miguel Gonçalves é um jovem com 32 anos... Os trinta, são os novos vinte. Acontece que, quando Miguel Gonçalves tinha realmente vinte anos, ainda era tempo de vacas gordas, não havia tanto desemprego, e certamente era mais fácil arranjar os tais cem euros por mês para estar na faculdade. Hoje, muitos daqueles que têm vinte anos, procuram trabalho mais que para suportar despesas de estudo, para sustentar famílias que estão desempregadas.
Mas, já estou a fugir ao assunto. O que eu queria mesmo dizer é que, também fiz muito bem em ficar caladinha em relação a este tema, e em poupar-me das rugas precoces que poderiam ter surgido com mais esta indignação.
Ainda a cadeira de Relvas não arrefeceu, e dizem as más línguas que Gaspar vai suspender o Impulso Jovem. Assim como assim, é fogo de artificio, sem utilidade prática, e ainda deve dar alguma despesa. Com o chumbo do Tribunal Constitucional de algumas medidas do OE 2013, vai de o Gaspar começar a cortar já aqui. Menos mal, dirão alguns.

Para terminar,

Mário Soares que, de cada vez que aparece tem ar de quem está com os pés para a cova, faz mais oposição ao Governo, do que António José Seguro e a sua bancada do PS.
João Oliveira, do Partido Comunista, é alguém que eu quero ver no lugar de Jerónimo de Sousa. Das duas uma: parece-me fresco, com boas ideias e a figura ideal para acordar uma esquerda adormecida, ou é de Évora, e quero os alentejanos a mandar no país.
Onde está Paulo Portas? Está a levar muito a sério o 'Estrangeiros', em Ministro dos Negócios Estrangeiros!

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