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do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

Porque eu também tenho coração...

Sim...pasmem-se!

Já falámos sobre os amiguinhos que se vão arranjando por aí, com uma facilidade assustadora, em que tudo se dá e pouco ou nada fica.
Hoje, quero falar dos outros. Dos amigos que são o nosso mundo. Dos irmãos, companheiros de todas as horas, que passamos meses a fio sem encontrar, semanas inteiras sem falar, e que ainda assim, são os primeiros a saber quando algo de novo acontece na nossa vida, ou quando algo 'velho' aparece para nos atormentar.

Estes, são aqueles sem os quais não conseguimos respirar. Aqueles que queremos abraçar sempre que reencontramos. São aqueles com os quais podemos passar horas em silêncio, sem que seja constrangedor. Os que vão gritar connosco e com quem vamos gritar, sem pensar duas vezes, sempre que for necessário. Aqueles de quem nos vamos afastar quando estivermos num relacionamento, ou quando estivermos a atravessar uma daquelas fases neuróticas, pseudo-decadentes em que não queremos importar-nos com ninguém e achamos que nenhum deles tem moral para falar.
Estes amigos, são aqueles que nos fazem sentir o coração apertado de saudades quando estamos longe, e os que nos enchem de orgulho sempre que os vimos crescer um bocadinho mais.
Falo daqueles amigos que protegemos, e que só nós podemos julgar ou criticar. Sim, porque isso da amizade ser uma cena sem críticas é uma pequena aldrabice politicamente correcta! Os amigos são os primeiros que julgamos, porque nos preocupamos.
Estou a referir-me àqueles amigos que vamos envergonhar em todas as oportunidades, sempre que acharmos que estamos a fazê-lo para o seu próprio bem. Mesmo que assim não seja.
São aqueles amigos com os quais não existe vergonha de chorar, gritar, gargalhar, onde quer que seja, à frente de quem for.

Aqueles que nos enviam uma mensagem às cinco horas da manhã sobre nada de especial, quando não falávamos há duas semanas. Ou aqueles a quem deixamos uma mensagem do facebook, com uma novidade que os vai deixar feliz por nós.

O tipo de amigos a quem perdoaremos tudo, e nos perdoarão a nós.
São amigos. Só isso. E se não estiverem bem, nós não vamos conseguir dormir. E vice-versa.

É que esta coisa da amizade, é uma via de dois sentidos. Essa via, talvez lhe possa chamar vida, tem um trânsito de morte. E este trânsito, talvez lhe possa chamar obstáculos, é derrubado com a ajuda desses tais amigos.

Hoje, há duas pessoas, em particular, que estão no meu pensamento. Uma amiga de sempre, a minha alma-gémea. E uma amiga-surpresa, que eu gosto todos os dias de conhecer um pouco mais, embora nos falte o tempo.

Para ti, minha alma-gémea, sintonizadas na mesma frequência, desde...bom, há muito tempo! Estou aqui. Contigo. Sempre. A torcer, em todas as frentes. A fazer figas. À espera de uma certeza, tal como tu. Na incerteza, tal como tu. Sem dormir, tal como tu. Contrariando o medo, o pessimismo, o 'copo meio vazio', tal como tu. Vai tudo correr bem. Mais do que 'tu mereces', tu vais conseguir. E egoístamente, anseio por essa tal certeza, porque não quero saber-te mais longe, à distância de vários países!
Mas, sobretudo quero que saibas (e tu sabes, eu sei) do orgulho enorme que sinto em ti e na mulher que te tornaste. Sem medo de enfrentar este mundo e o outro, e sempre de peito aberto, venha o que vier. E quem vier, também! Tem sido um longo caminho, e mais longo está pela frente. Felizmente, és mais tu, e não há nada que possa parar-te. Orgulho sim. É o que eu sinto.
Tudo o que já passou, fica para nós, fica em nós e...será sempre assim. Orgulho.

Para ti, minha amiga-surpresa. Demos a tal oportunidade uma à outra. E tem sido extraordinário. Hoje disseste-me 'Gosto muito de ti, Sara'. Eu respondi-te 'Oh, lá estás tu' ou algo do género. Tens olhado por mim, de uma forma que jamais esperaria. És preocupada, interessada, porque faz parte de ti. Acontece que, por vezes cuidamos de alguém em alturas em que também precisamos que cuidem de nós. Amiga, os mais fortes, têm o mesmo direito a sentir-se mais fracos, que os restantes. E os olhos não enganam ninguém. Quero que saibas que estou alerta. No meio dos sorrisos e da infantilidade com que, muitas vezes, comento isto ou aquilo, estou alerta. Não te deixes levar pela minha aparente fragilidade. É ilusória, acredita. Estou alerta, e se decidires falar, eu vou saber ouvir-te. Sempre.
Não carregues o mundo às costas, é o mundo que deve carregar-te a ti. És muito mais do que imaginas.
Eu também gosto muito de ti. Já disse que estou alerta?

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