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do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

Breve desabafo.

Das últimas coisas que aprendemos no tempo com fim das relações, amizades, amores, trabalho, vizinhos, família, é a construir uma barreira defensiva que possa proteger-nos do tempo que vier a seguir. Extraordinariamente, há alturas na vida em que não parecemos formatados para lidar com a dor. E o mais extraordinário é que o ser humano é isso mesmo: pura sensação. Dor. A dor que se sente e a dor que se conhece que nos permite reconhecer quando não dói.

Gostava de saber escrever a mais lamechas e bonita carta de amor. Daquelas mesmo de fazer chorar as pedras da calçada. Aquela tão forte quanto as chuvas intensas que inundaram meia cidade de Lisboa no último dia.

Eu não sei escrever cartas de amor. E o engraçado é que já me acusaram de ser demasiado lamechas em alguns textos que partilho neste espaço.

Cedo aprendemos que o fogo queima e mesmo assim gostamos de observá-lo com um fascínio inquietante de desejo de tocar-lhe um pouco só.

Estas linhas não fazem qualquer sentido.

Há tempos, parece há um milhão de dias, eu decidi que o bom e o mau existem para ser sentidos. Decidi que o peito entrega-se aberto e a exposição da alma é o único caminho que faz sentido percorrer.

Fascínio doentio pelo fogo.

Parece que foi há um milhão de dias porque já não é. Não voltará a ser.

Eu não acredito em pessoas. Elas fascinam-me mas nunca voltarei a acreditar nelas.

Eu não confio em pessoas. Não posso confiar no preto e no branco quando eu vejo as outras cores.

Barreira reerguida.

 

Meus queridos, estas linhas são nada mais do que um desabafo desconexo. Não me levem demasiado a sério, porque eu já o faço.

O Castelo

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