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do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

E se eu o amava, o que raio podia fazer?

Há alguém a quem deves um pedido de desculpas. Há, sim. Há sempre alguém. Errar é-nos tão intrínseco como a própria respiração.

Provavelmente nunca te irás desculpar. A quem queres enganar? Com toda a certeza nunca te irás desculpar. O erro, o orgulho, a respiração. Intrínsecos. E tudo se resume ao amor. À intensidade com que amas, com que te perdes num amor que consomes. Um amor em que te queres arder.

Descobres-lhes a importância no momento em que te encontras. Fizeste o teu caminho. Trilhaste vidas, caçaste emoções, respiraste lágrimas, sobreviveste a murros no estômago. Encontraste-te. A ti que te buscaste incessantemente desde aquele instante que nem vive na tua memória, aquele instante em que choraste pela primeira vez. Tu sabes. Quando a tua mãe te pariu.

Enfim, o amor. Não tem tempo, ou prazo ou memória. O amor.

Amas porque te amas. Porque aprendeste a amar-te.

Orgulha-te, sem lamentos, das asneiras que te tomaram a vida. Orgulha-te das mágoas. Dos corações partidos. Orgulha-te dos porquês, dos para onde, dos que faço aqui. Dos quem sou. Orgulha-te do desespero de uma perda anunciada. Orgulha-te. Até do tempo que demoraste a perceber que o caminho às vezes faz-se para trás. Orgulha-te porque a tua estrada era tua e tu clamaste-a no teu momento.

Orgulha-te até desse pedido de desculpas que deves a alguém.

 

Quando te encontraste foste privilégio. És privilégio. O privilégio do amor. Ganhaste-lhe a manha, um segredo que não existe por sermos nós. Cada um de nós.

Orgulha-te por te teres conhecido.

Assim é o amor.

 

E se o amas, o que raio podes fazer senão amar?

 

O Castelo

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