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do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

Querido Pai Natal

Agora que me encontro naquela classe dos solteiros, na verdade quase a típica solteirona perto dos trinta e com todos os amigos e amigas a encontrar os seus pares e constituir família, venho fazer-te um pedido. É que tudo isto é muito recente e, há quase sete anos atrás, que foi a última vez que isto aconteceu, as coisas eram ligeiramente diferentes.

 

Falo-te das redes sociais Pai Natal. Mais especificamente do Facebook, até porque as minhas interacções sociais cibernéticas ficam-se por aí.

E o que eu te peço Pai Natal, é muito simples. 

Não me deixes transformar numa daquelas senhoras (senhoritas, vá, que também ainda não são trinta!) desesperadas por atenção que se maquilham exuberantemente de sombra azul nos olhos e lábios vermelhos de contorno carregado, para tirar uma selfie (ah que moderna essa palavra) em frente ao espelho, antes de saírem para a danceteria abanar o rabiosque numa qualquer versão cougar mas em reles, esperançosamente piscando as pestanas a um qualquer jovem mais exótico.

Continua a afastar-me do computador, do telemóvel e da internet (que vem com os dois indicados anteriormente) nas alturas em que estiver numa daquelas alturas em que a tentação de expor lamentos e angustias aos amigos virtuais em troca de dois minutos de atenção, for de gigante desespero.

Afasta-me das frases pirosas e citações de desconhecidos brasileiros que falam das lamechices do coração.

E Pai Natal, se for possível, afasta-me das garrafas de vinho e outras bebidas pouco espirituosas degustadas no segredo do lar ao som dos clássicos melancólicos e hinos à solidão muito ao estilo de uma qualquer Bridget Jones.

 

Basicamente Pai Natal,

ajuda-me a sobreviver a isto de uma forma digna.

(Ou então, sempre que cair numa destas tentações, faz-me tropeçar e bater com a cabela com força)

Obrigada.

Feliz Natal.

 

O Castelo

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