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do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

X

Ele saiu e eu acendi um cigarro.
Ainda sentia o cheiro dele. Mordi o meu lábio inferior. Que final de tarde alucinante.

Conhecemo-nos uma semana antes, por acaso, e houve de imediato uma qualquer empatia entre nós. Não trocámos contactos. Não procurávamos absolutamente nada mas reconhecemos no outro o prazer secreto de uma realidade que poderia ser só nossa.

'Nem imaginas como quero lamber-te.' Sussurrou-me, entre um beijo no pescoço e uma trinca na orelha. E eu senti-me humedecer de imediato.
Que raio de homem era aquele que conseguia comandar o meu corpo, sem nunca o ter conhecido? Não me importava, na realidade.

Não sabia ser sensual junto a ele. Fazia-me sentir demasiado pequenina. Recordava-me o frio na barriga, as borboletas no estômago...fazia-me contorcer com a mera expectativa do seu toque nada suave, nada delicado.

Mas ele sabia que eu gostava daquela violência.

Foda-se... Queria vir-me imensamente perdida naquela boca, naquelas mãos, naquele sexo.

Beijei-lhe a ponta do sexo e provoquei-o com a língua. Afastei os meus cabelos para que me observasse enquanto o chupava com deleite. De vez em quando abria os olhos. Gostava de o observar, deliciado com a minha boca. E quando me devolvia o olhar, engolia-o na minha garganta. Ouvi-lo gemer, enquanto o seu corpo reagia, fez-me sentir que recuperava algum poder.
Aquela vulnerabilidade que sentia junto a si, não me era familiar e ainda estava a aprender a lidar com ela. E tê-lo na minha cama, completamente nu, erecto, a pedir a minha boca sempre que eu fingia parar, fazia regressar a minha zona de conforto.

Veio-se na minha boca, abundante, e de uma forma que me surpreendeu, por não estranhar.

'Quero retribuir o favor.'

Continuava molhada.

'Quero tanto beijar-te' Foi o que fiz. Queria arranhar-lhe a pele, chupar-lhe os mamilos, morder-lhe o corpo e senti-lo dentro de mim. Queria que me puxasse o cabelo, me segurasse as mãos, me lambesse, me agarrasse com força e se enterrasse em mim.
Queria sexo. Sujo. Puro. De estourar com o Mundo. Sexo.

Ele saiu e eu acendi um cigarro.
Ainda sentia o seu cheiro. Mordi o meu lábio inferior. Que final de tarde alucinante!

O Castelo

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