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do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

Era só isto.

Já referi o quanto adoro a cidade do Porto?*

As ruas, as pessoas, os cheiros, os jardins (Oh Deus, os jardins!), a facilidade com que se descobrem a pé os locais mais extraordinários, a magia de pequena aldeia, o movimento cultural, as praias... Mas não é sobre isto que quero falar!

Tive oportunidade de jantar num restaurante italiano, algures do lado de lá, à beira mar, apesar de não ser perceptível dada a densidade do nevoeiro. Um sítio bastante agradável. Escolhi o vinho. Cartuxa, de 2010. E o que eu quero dizer é isto: No momento em que me chegou aos lábios, soube-me a casa. Nunca tinha experimentado sensação semelhante. Reconheci o Alentejo, o meu Alentejo, e sorrir foi inevitável. Foi deliciosa a familiaridade que me encheu o peito ao provar aquele vinho.
Descobri que quando estamos longe de casa, é mesmo assim. Pequenos nada, enchem-nos de tudo.

Recentemente disseram-me que precisamos sempre de ter um sítio para voltar.
Passem cinco, dez, cinquenta anos, aquele será sempre o meu sítio. E espera-me paciente, com a certeza de que eu voltarei um dia, quando estiver preparada. Ama-me incondicionalmente. Respeita-me incondicionalmente. Protege-me incondicionalmente.

Posso apaixonar-me mil vezes, e aquele será sempre o meu primeiro grande amor.

Era só isto*

S, Eu, o Porto

Estou no Porto há cerca de um mês e meio. Não conhecia a cidade. Não conhecia as pessoas. Não conhecia a família que tenho por cá. E não conhecia algumas partes de mim. Tudo estava organizado de uma determinada forma, bem estruturado, bem planeado, com uma data definida, que me permitiria ter um ou dois dias para adaptação antes de perder-me de chapa cá por cima. Como tudo o que vale a pena, a situação precipitou-se e quando dei por mim, numa sexta-feira, informaram-me que deveria apresentar-me aqui na segunda-feira.

Excitação, medo, curiosidade, apreensão. Muita curiosidade! Desejo enorme de conhecer esta cidade que iria adoptar-me por pouco mais de dois meses.

Fui extraordinariamente bem recebida. Julgava que a tremenda hospitalidade das pessoas do norte, se tratava de um mito, e não podia estar mais enganada. Adoro a forma como são explosivos, como sentem o momento, a boa e a má disposição. Uma estranha bipolaridade que os caracteriza - aquela capacidade de amar, e odiar no momento seguinte. Consigo identificar-me com esta gente, neste aspecto. Devem ser as minhas raízes*

Aqui vive-se muito, vive-se bem e há um movimento cultural muito forte. Em termos 'inspiracionais', a cidade do Porto é de uma magia que assoberba qualquer um. Há qualquer coisa de pequena aldeia que virou cidade que nos encanta e faz parar o tempo.
Estou profundamente apaixonada.

E não quero ir embora.

Não quero saber de economia, política, novelas reais ou de faz de conta. Sinto que perdi dez anos, que tinha ganho nos últimos tempos, e voltei à idade identificada pela minha data de nascimento.

A leitura está em dia, a vida e o bem estar também.

Quanto às semanas que me restam, irei certificar-me que serão igualmente extraordinárias, fazendo jus à minha descoberta.

Carpe Diem... (*tremendo cliché*)

O Castelo

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