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do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

Vimieiro, terra de vimes (ou outra lenda qualquer)

Para não fugir ao tema, e porque é onde tenho passado estes dias (um refúgio com o propósito de uma espécie de reabilitação), vou escrever novamente sobre esta vila que é a minha. Para os menos atentos, Vimieiro. Não, não é daqui que sai a água até porque o nosso nome tem mais um I pelo meio. Que desatentos! Também não pertencemos a Braga ou coisa que o valha. Não somos famosos no país, nem há nenhum evento que nos destaque especialmente.

Vimieiro é o nome de uma pacata vila no coração do Alentejo. Distrito de Évora e concelho de Arraiolos (estes conhecidos pelos tapetes, e os outros porque são património da Unesco). 'Pacata vila' talvez não seja a melhor forma de nos descrever, agora que penso nisso. É certo que não temos uma taxa de criminalidade elevada, aqui não há 'gandulos' de destaque ou que ameacem a nossa modesta população. Também é verdade que, além de umas tentativas de assalto falhadas à ouriveraria da Aninhas e a meia dúzia de casas ali para os lados da fonte, não acontece muito mais. E, ao contrário do que é costume nas pequenas aldeias e vilas do interior, os vizinhos não desatam a matar-se por causa de galos, mulheres ou vedações mal feitas. Bom, talvez 'pacata' até seja um bom adjectivo.

Somos um pontinho no mapa, não muito fácil de encontrar, o que se virmos bem é mesmo perfeito. E talvez, nos dias de hoje, haja mais alguém a saber de nós por haver por aqui algumas quintas e montes a apostar no turismo rural. É muito 'hip' passar uns dias no Alentejo a brincar aos agricultores e a fingir que se é trabalhador do campo! Nada contra, atenção. Fingi ser trabalhadora rural durante uns quatro ou cinco anos, no Verão. Mas pagavam-me para isso, e assim talvez não conte. Seja como for, felizmente, ainda não estamos cheios de turistas daquela forma chata em que não ouvimos falar a nossa língua ou não reconhecemos o nosso sotaque alentejano!

Para além de ser o meu segredo menos bem guardado e mais precioso, podemos descrever o Vimieiro da seguinte forma, simplista: Uma terra de artistas, enfermeiras, emigrantes, e demasiadas pessoas com tendências suicidas (que me perdoem os mais sensíveis mas vocês sabem que é verdade).

Também temos barragens, boas tascas e restaurantes (não são muitos, não se entusiasmem), uma ridícula quantidade de mini-mercados, e o resistente bar da vila. Aqui, gostamos de falar e participar na vida de cada um como se nos dissesse mais respeito do que a nossa, e dizemos bom dia e boa tarde a todos os que encontramos na rua. Mesmo que seja a décima terceira vez que os encontramos em determinado dia. Ainda há minis a 0,55€ e vende-se fiado. Todos sabem onde cada um mora e quem pertence a que família.

No Vimeiro temos duas sociedades, uma casa do povo e uma columbófila. Há duas bandas, um grupo de teatro, o coro da igreja e uma associação jovem. No Verão gostamos de festejar, fazer procissões e até peditórios. Normalmente, começamos em Junho com as festas da igreja, em Julho comemora a Santa Casa da Misericórdia, e em Agosto, a Feira Anual no início, e mais tarde, a sociedade de baixo (ou SMUV, Sociedade Musical União Vimieirense). Com sorte, pelo meio, mais uns eventos patrocinados para Associação Jovem, uma festa na sociedade de cima (Sociedade 1º de Abril), e outras no Bar Loukuras (que desde a inauguração há uma eternidade, só mudou de gerência e nome duas ou três vezes). Já agora aproveito para convidar-vos para a Festa do Calção que vai ser amanhã à noite. A adesão não tem sido grande porque há bailaricos nas terriolas todas que nos envolvem, e por cá, somos um povo que gosta de bailar.

Quando um filho da terra vem de férias, ou passar o fim de semana, é comum escutar ao passar na rua, qualquer do género 'Lá vai fulano, neto de pessoa tal! Não te lembras? Foi lá para a cidade X trabalhar'. São daqueles comentários reconfortantes e divertidos que fazem a pessoa sentir-se em casa.

No Vimieiro quem tem vinte ou trinta anos, não é reconhecido pelo nome. É o filho ou neto de alguém que tem este ou aquele estatuto na comunidade. Por estatuto, digo apenas que é pessoa vista de determinada forma. Eu sempre gostei de ser a 'neta da Maria dos Reis', a 'filha da Ingelca' (Angélica é um nome complicado de dizer, para algumas pessoas) e, para a geração dos (quase) quarentões amigos do meu irmão, 'a mana do Gugu'.

Por cá, quando o sino da igreja toca a soar a morte de alguém, adivinha-se de imediato se é homem ou mulher pelo número de badaladas. E se por acaso estivermos na rua ao soar o malfadado toque, toda a gente vem à porta a questionar e palpitar sobre quem será a desgraça.

Este texto já vai longo, e nem fala do que eu queria escrever.

Queria contar-vos sobre igrejas, palácios, rivalidades eternas e coisas em que se podia apostar. Mas para já deixo-vos com esta nota positiva, que eu própria me perdi a contar. O resto ficará para uma próxima, se se atreverem a cá voltar.

(E que rima estúpida esta, para terminar!)

Aquilo que se semeia.

Há coisa de cinco anos, o Vimieiro começou a mudar. Depois de anos e anos, e anos e mais anos, da mesma cor pintada na Junta de Freguesia, embora tímidos, os vimieirenses sentiram que era altura de abraçar novos padrões. Nos quatros anos que se seguiram, surgiram projectos concretizados, ideias que saíram do papel e iniciativas que foram realizadas. O Vimieiro voltou-se para a sua gente, procurou responder-lhe às necessidades mesmo quebrando com o instituído, e sempre enfrentando a desaprovação da hierarquia.

A verdade é que a freguesia cresceu. Em termos humanos e até na qualidade de vida. Somos uma vila do interior, de onde os jovens fogem em busca de um futuro, para onde famílias voltam em fuga das cidades, e de uma população envelhecida de uma geração que nunca abandonou a terra. Procurou-se responder, com um sentido prático, às necessidades de quem acredita que este é o sítio ideal para constituir família, criar filhos e viver. Se estamos longe dos centros urbanos, se é preciso percorrer cerca de quarenta quilómetros para chegar ao hospital e a outros serviços, então vamos compensar estas famílias que fazem desta terra a sua casa. Foi este um dos pensamentos inovador que trouxe ao Vimieiro um novo poder político.

E que belo pensamento!

No Vimieiro, as crianças que frequentam o primeiro ciclo do ensino primário vêm os pais, que já lutam diariamente com a conjuntura económica, aliviados do fardo que é a compra dos livros escolares.

No Vimieiro, os pais dos recém-nascidos vêm a Junta de Freguesia pagar-lhes a vacinação que não consta do plano nacional de saúde.

No Vimieiro, os jovens estudantes, independentemente do ano escolar que frequentam, sabem que podem dirigir-se à Junta de Freguesia e, gratuitamente, ter acesso à fotocopiadora.

A população, seja qual for a idade, tem ao dispor um transporte semanal, para a sede de concelho, gratuito, sempre que houver necessidade de lá se deslocar.

Há cerca de cinco anos, nem tanto ainda, também se pensou nos tais envelhecidos. Nos velhos que nos pertencem, aqueles em que havemos de nos tornar.

Aos nossos velhos foi divulgado, e devidamente esclarecido, aquilo a que se chama o Complemento Social do Idoso, e as simpáticas funcionárias da Junta ajudaram todos quantos decidiram avançar com o pedido.

O Vimieiro destacou funcionários seus para pequenas reparações e obras nas casas dos reformados que necessitavam. Qualquer maior de sessenta e cinco viu esse serviço, também ele gratuito, ser-lhe colocado à disposição.

E no Vimieiro, os nossos velhos também passaram a ter disponível transporte oficial, duas vezes por ano, se não estou em erro, para se deslocarem ao hospital em caso de, por exemplo, internamento.

Tudo isto foram projectos bem conseguidos e são exemplos daquilo que uma equipa com muita vontade de fazer a diferença, fez por toda a população. Habituaram-nos a uma freguesia que olha por si, e não me lembro de alguma vez isso ter acontecido.

Há um ano atrás fervilhava a campanha eleitoral e já todos sabíamos que a nossa presidente não seria a mesma. O projecto era o mesmo, uma continuação do que descrevi e uma evolução lógica do que sempre se pretendeu, procurando soluções na nova fase que haveria de iniciar-se para aqueles como eu. Os que ainda não construíram família, e estão a adaptar-se e a procurar o seu lugar na vida adulta e mercado de trabalho.

Sem surpresas, desta vez, sem timidez, o mesmo projecto ganhou, consolidando-se como a representação de todos nós. Infelizmente, algo parece ter-se perdido pelo caminho. Quase um ano depois, a evolução ambicionada é só uma palavra, e alguns dos projectos tão bem implementados parecem atrasar-se, por quem está na cadeira.

Fiquei feliz quando soube que esta terra ia ter uma loja solidária, era um objectivo antigo, dos tais primeiros quatro anos. Montou-se a loja, e todos contribuíram com as suas peças de vestuário. Pareceu-me tendencioso quando a sobrinha da nova presidente foi destacada como responsável, mas toda a gente precisa de trabalhar!

Neste momento, a loja está fechada. A máquina de lavar habita a casa de alguém e não é utilizada em prol da freguesia. Não sei se é utilizada.

Por altura na Feira Anual de Agosto, foi pedido às crianças que participam dos Tempos Livres (outra iniciativa promovida pelo projecto antigo) que criassem assentos a partir de pneus grandes e forrados a tecido, para usufruto dos visitantes da feira.

Na sede dos Tempos Livres foram entregues sacos cheios de roupa usada, daquelas que foram doadas por quem da população lhe pareceu que estava a fazer o bem, para serem cortadas de forma a forrar os tais assentos.

Ora isto não nos representa. Este não é o nosso projecto. O que apoiámos, aquele em que acreditámos, porque comprovava-se que estava a fazer o bem.

Quero acreditar que este é um terrível lapso de julgamento, como muitos outros que infelizmente já foram cometidos. Quero acreditar aquela equipa tão vencedora, que fez o bem durante quatro anos, vai perceber o errado que está a acontecer e emendar a situação.

Não quero acreditar que os interesses pessoais e conveniências familiares, políticas ou outras, irão continuar a sobrepor-se a tudo o que foi construído e ao conceito de trabalho por e para todos, que já se entranhava em nós.

Porque ainda acredito no melhor de vós, em equipa, peço a vossa atenção e apelo à vossa memória. Trabalha-se por algo, por alguém. Vocês, que nos fizeram acreditar, e mostraram, que tão pequenos no mapa, somos tão grande entre nós, não percam agora a noção ou o norte àquilo que verdadeiramente importa.

Plantaram ventos de mudança na terra, que se espalharam por cada vimieirense. Não se arrisquem agora a colher a tal tempestade.

A vida, o campo e as galinhas.

É um final de tarde quente, num Verão primaveril de Agosto. A casa é a mesma que conheço há mais de vinte anos, e a varanda continua a ser o espaço tranquilo, num campo que aconchega e conforta uma alma que pode andar meio perdida.

Ao espreitar a minha esquerda, encontro um galo branco a esburacar a terra perto da horta plantada, que teima em não dar frutos. Foi sempre assim esta horta, mas a dona da casa é persistente e sua teimosia é maior. E de repente um carro vindo da vila, procura inverter a marcha num espaço que não lhe pertence. Sempre foi assim. A dona da casa não gosta, e o dono, esse pensa que são sempre visitas a chegar.

Hoje estou sozinha. Com o barulho do vento e o som dos animais. Este nada é precioso. De vez em quando uma luta dispara entre galinhas e galos, os gatos assustam-se e correm da preguiça que descansavam junto ao portão. Começam os cães a dar sinal de presença. São grandes e pachorrentos. Ele desajeitado e ela tão amorosa.

Esta casa, este monte, já foi sozinho neste espaço. À beira da estrada, tão próximo da vila a que pertence, foi sozinho. Quando o conheci, não tinha casa-de-banho, nem garagem. Não tinha galos a cantar, nem cães a ladrar. Não havia horta, nem gatos vadios. A televisão era a preto e branco. Este monte, quando o conheci, não tinha família. Um pai e filho partidos, nada mais.

Para mim, uns seis ou sete anos de meia gente, foi a melhor forma de crescer. Desamarrada, livre. Uma descoberta diária, uma ode à imaginação e ao pensamento livre. Sim, foi a melhor forma de crescer!

É a estas memórias que eu chamo casa.

Das aranhas saltitonas do tempo quente, ao tanque para sempre entupido, plantado no centro deste espaço. Reza a história que fui protagonista dessa proeza, juntamente com o meu eterno amigo de infância que me ensinou a andar de bicicleta. Não mais me recordarei de como o conseguimos, mas será sempre um mimo ouvir contar esta história, ano após ano, como se de um grande feito se trate.

Vejo o castelo. O castelo, sempre ao longe, a olhar por nós. É Evoramonte que nos espreita daquele lado e durante anos, perguntei-me como seria ver-nos daquele topo. Que espectacular, imaginava, seria o meu glorioso Vimieiro visto por aqueles olhos!

Maravilhoso é, verdadeiramente, poder contemplar a nossas casas caiadas de branco, os nossos montes espalhados, a igreja matriz e o depósito da água. Até o convento partido, e as igrejas que já não o lembram, ou o ninho da cegonha, para quem os souber reconhecer. Maravilhoso, não há dúvida. Mas verdadeiramente espectacular, é poder respirar este Vimieiro e senti-lo entranhado na nossa pele, apreciando cada detalhe e a familiaridade desta gente que eu também sou.

E entretanto chega o avô da casa. Avô da neta de verdade e da neta emprestada. O coração deixou de lhe permitir pedalar a bicicleta de corrida, e idade rendeu-se à boleia do destino de quase todos. A sua vivacidade, porém, resiste. No entusiasmo pelo Sporting, no diálogo com os gatos, e no sorriso desdentado com que me presenteia sempre.

Deve ser isto a que se chama vida.

Morreu Robin Williams e de repente o mundo fala sobre depressão

Morreu Robin Williams e de repente o mundo fala sobre depressão. O mundo fala sobre suicídio. Infelizmente amanhã, o actor continuará morto, quinze em cada cem 'depressivos' continuarão a matar-se, e nada continuará a contribuição de cada um de nós para a prevenção, para o alerta, para o que raio possa fazer-se em relação a este bicho. Um bicho que come por dentro.

Há tempos, mais de um ano, li uma notícia sobre o actor em que ele afirmava estar falido. Desconhecia o passado de luta com a adição, e também desconhecia a depressão, mas a notícia que li na altura foi suficiente para que esta morte não tivesse sido o choque que foi para a maioria do planeta.

O problema que eu vejo aqui é que esta morte que traz hoje o suicídio a debate, que pega na depressão e a discute nas redes sociais e nos meios de comunicação, é passageira. Não me interpretem mal, obviamente que a morte não é passageira. Segundo sabemos, é precisamente a única coisa que não é passageira. Passageira é a nossa memória da causa da morte que é eterna. Hoje, todos os dias um pouco mais, a nossa memória é passageira. Esgota-se o assunto num dia, em meia dúzia de horas, alguns milhões de caracteres, e logo se arruma de novo numa caixa que só voltará a abrir quando outro acontecimento mediático ocorrer. 

A depressão pode estar a acontecer ao nosso lado, o apelo suicida pode estar a bater à porta da casa onde também vivemos, e mesmo assim não vamos reconhecê-la. Ou não vamos querer reconhecer. É muito fácil, muito mais fácil fingir que não está lá. Porque não se vê. É fácil acreditar num deus qualquer, que também não se vê, não se sente nem é palpável, mas no sofrimento de alguém que nos é próximo, não é assim tão fácil. Talvez seja porque num deus qualquer existe esperança e alento. Num depressivo só existe medo, confusão, tristeza absoluta, sentimentos negativos e sombrios. Não é fácil encarar sentimentos sombrios. Creio que, virtualmente, a partilha de uma fotografia de uma paisagem qualquer com a mensagem 'deus está em todos nós' terá muitos mais 'likes', mais comentários e suscitará mais interesse, do que uma actualização de estado de um amigo que até nos é próximo com um simples 'hoje estou triste'. Isto é só um exemplo. Pode ou não ser representativo daquilo que se passa por aí. Não faço ideia. 

A depressão é um estigma. Amanhã continuará a sê-lo. E o suicídio é controverso. É possível que jamais alguém compreenda os motivos que levam outra pessoa a matar-se. Especulações mais ou menos agressivas, mais ou menos radicais, são o que resta aos vivos. 

É-me incrivelmente fácil conceber realidades que terminam com uma overdose de comprimidos, uma corda atada ao pescoço ou um passo em frente onde já não há chão. É-me incrivelmente fácil conceber a decisão e os porquês que a motivam. Não sei, no entanto, se estes porquês são transversais a todos os que concebem a ideia como eu, ou aos que concretizaram efectivamente o suicídio. Creio que os motivos de cada um possam ser apenas verdadeiramente compreendidos por si e ninguém mais.

Há quem lhe chame egoísmo, apatia, desespero. Chamam-lhe tantas coisas! 

Eu vejo o suicídio como o último acto de controlo do ser humano sobre si mesmo. Não sei explicar de outra forma. Vejo os pensamentos sem travão numa mente em desassossego. Vejo a incapacidade de reagir à sociedade, às coisas simples do dia a dia. A incapacidade de viver numa mente descontrolada e num corpo que padece do bicho invisível. 

É isto que eu vejo. A derradeira oportunidade de decisão do ser sobre si, a certeza, apesar do desconhecimento sobre o que é a morte, de que será um fim. A única forma de matar o bicho.

Eu quero acreditar que a depressão pode ser tratada. E também quero acreditar que deixará de ser um estigma na sociedade. Um dia, pelo menos! A verdade é que essa visão prejudica o depressivo. Fá-lo sentir indesejável. Fraco. Marginal. Isto não é um exagero. É pura verdade.

 

Gostava que um dia a sociedade ultrapassasse o medo que transforma a depressão em estigma. 

Admitir o problema é o primeiro passo para encontrar a solução, certo?

A sociedade está doente de medo. Já é hora de admitir.

O Castelo

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