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do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

do alto do meu castelo

Se não puder escrever sobre o que penso, sobre o que sinto, sobre a vida, sobre este mundo retorcido, cortem-me as mãos e, por via das dúvidas, cosam-me a boca. De outra forma, não vou calar-me! Só os loucos podem mudar o Mundo.

Coisas de gaja

Das coisas mais estúpidas que passa pela cabeça de uma mulher é a insistência na realização do acto sexual (amor fofinho, sexo louco e depravado, o que lhe queiram chamar) de luzes apagadas.

A mulher de uma forma geral, não é um ser complexo. Somos sim, um ser complexado. Ou não gostamos da barriga, ou queremos esconder o rabo, ou temos as costelas demasiado salientes, ou achamos que quando estamos por cima o parceiro vai concentrar-se num qualquer duplo queixo que pode ou não existir... A lista é interminável e ascendentemente ridícula.

Quando um homem nos quer levar para a cama, já nos tirou as medidas e à partida também já nos apalpou forte e feio. Ora se nos apalpou, sentiu todas as gordurinhas/gorduronas, imaginárias ou não, que completam o nosso corpo. À partida, a essa altura, ele realmente só já pensa em rabo, pipi e mamas e nas formas como poderá (ou o deixaremos) retirar prazer do momento. Ele não se deixou enganar pela mercadoria e quando a quer levar para casa (ou carro, ou motel, ou outro sítio mais exótico), quer mesmo. Quer verdadeiramente e com vontade. Logicamente, se nós nos deixamos levar, é porque sentimos igualmente a tal atracção, a tal tesão (que tantas mulheres ainda receiam admitir) que é o desejo puro e carnal de o sentir coladinho a nós (pois, não será coladinho...estou a tentar ser delicada!). Significa isto que é pura e simplesmente estúpido levar um homem para a cama se depois vamos estar demasiado raladas com a celulite para desfrutar do prazer que podemos retirar um do outro.
Toda esta questão faz ainda menos sentido ao tratar-se de uma relação estável e duradoura, daquelas em que já se dorme juntos há séculos e nem sequer há memória de se ter conhecido outra fisionomia na vida. O teu namorado/companheiro/marido sabe tão bem como tu a copa de soutien que usas e o tamanho de cuecas que vestes. E se não souber, algo de muito errado se passa na vossa relação. Ele sabe que tens quilos a mais ou quilos a menos e mesmo assim continua a querer ter sexo contigo (ou fazer amor, desculpem...).

Porque o sexo é isso mesmo. Sexo. Pasmem-se! E o pior do mundo é ter mau sexo, daquele por nossa culpa, por sermos gajas tão estupidamente centradas em si próprias que deixam o prazer passar-lhe ao lado.

Uma novidade: Se és gorda, toda a gente sabe. Se és magra , também. E se queres ir para a cama com um gajo que conheceste num bar ou com o teu companheiro de vida, certifica-te que os vossos corpos servem para se explorar, para brincar, para conhecer. Para dar e receber prazer. 

Os vossos corpos não servem para se esconder. Afinal de contas, há lá coisa melhor na vida do que ver aquela expressão de deleite na cara do parceiro numa perfeita sincronia com a nossa?

A sensualidade não tem peso. E na verdade, há gostos para tudo!

(Homens que estão a ler isto, concordam? Ou a menina está completamente errada?)

Breakfast at Tiffany's

É muito fácil eu apaixonar-me. Há qualquer coisa na palavra 'clássico' que é quanto baste para me fazer querer mais, querer conhecer. 

"(...)se se apaixonar por um animal selvagem(...)Acaba a olhar para o céu." 

Foi assim que me apaixonei por Holly Golightly e pela simplicidade inocentemente sábia da sua pequena pessoa.

E eu não conheço o Truman Capote. Nunca o li e nem li sobre ele.

Perco-me na minha ignorância literária enquanto descubro novas formas de me apaixonar.

Simples. Tão verdadeiramente simples este Breakfast at Tiffany's. Tão puro, tão cru e tão simples. Sem finais felizes, ou melhor, sem final sequer. Um pouco como a vida. Inacabada. Não a vida, talvez. Como as pessoas que se cruzam na vida de cada um de nós, que participam com um pouco de si e a quem se dá um pouco de nós. Uma partilha que somos uns com os outros, um dos outros e uns pelos outros, e que deixamos de ser por este ou por aquele motivo. 

Ás vezes é porque nos procuramos. Ás vezes porque nos encantamos. Pessoas em pessoas, pessoas por pessoas, pessoas em lugares ou lugares em lugares. Sabendo que na verdade, nada nos pertence. Reconhecendo que somos companhia e nada mais. Não nos pertencemos.

No entanto, sempre em busca do nosso lugar. 

Meninos perdidos buscando incessantemente o nosso espaço nas curvas de fugas que fugimos.

Cada livro que lemos conta uma história de nós. Uma peça de vida que nos encaixamos.

Holly que queria pertencer. Fascinante Holly Golightly. Efémera, viva, fugaz. Miss Holiday Golightly, em viagem.

E o Gato, prova da sua existência. 

Querido Pai Natal

Agora que me encontro naquela classe dos solteiros, na verdade quase a típica solteirona perto dos trinta e com todos os amigos e amigas a encontrar os seus pares e constituir família, venho fazer-te um pedido. É que tudo isto é muito recente e, há quase sete anos atrás, que foi a última vez que isto aconteceu, as coisas eram ligeiramente diferentes.

 

Falo-te das redes sociais Pai Natal. Mais especificamente do Facebook, até porque as minhas interacções sociais cibernéticas ficam-se por aí.

E o que eu te peço Pai Natal, é muito simples. 

Não me deixes transformar numa daquelas senhoras (senhoritas, vá, que também ainda não são trinta!) desesperadas por atenção que se maquilham exuberantemente de sombra azul nos olhos e lábios vermelhos de contorno carregado, para tirar uma selfie (ah que moderna essa palavra) em frente ao espelho, antes de saírem para a danceteria abanar o rabiosque numa qualquer versão cougar mas em reles, esperançosamente piscando as pestanas a um qualquer jovem mais exótico.

Continua a afastar-me do computador, do telemóvel e da internet (que vem com os dois indicados anteriormente) nas alturas em que estiver numa daquelas alturas em que a tentação de expor lamentos e angustias aos amigos virtuais em troca de dois minutos de atenção, for de gigante desespero.

Afasta-me das frases pirosas e citações de desconhecidos brasileiros que falam das lamechices do coração.

E Pai Natal, se for possível, afasta-me das garrafas de vinho e outras bebidas pouco espirituosas degustadas no segredo do lar ao som dos clássicos melancólicos e hinos à solidão muito ao estilo de uma qualquer Bridget Jones.

 

Basicamente Pai Natal,

ajuda-me a sobreviver a isto de uma forma digna.

(Ou então, sempre que cair numa destas tentações, faz-me tropeçar e bater com a cabela com força)

Obrigada.

Feliz Natal.

 

O Castelo

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